Segunda-feira, Junho 14, 2021

Miguel Moura: “Fico aflito se me disserem que sou um rapaz giro e simpático”

Miguel Moura: "Fico aflito se me disserem que sou um rapaz giro e simpático"

Miguel Moura: “Fico aflito se me disserem que sou um rapaz giro e simpático”, revela o músico em entrevista ao Infocul.pt.

Miguel Moura tem encantado os portugueses, destacando-se as actuações no programa ‘All Together Now’, da TVI.

O jovem alentejano, natural de Moura, começou a ser conhecido do público logo após lançar o primeiro single, “Tenho de abalar”, que conta já com milhares de visualizações, catapultando-o para a ribalta.

Seguiu-se uma participação no festival Santa Casa Alfama, conquistando público e crítica.

As suas presenças em vários programas de televisão tornaram-no familiar ao público português, que se rendeu definitivamente após o jovem encantar tudo e todos no All Together Now, da TVI.

Miguel Moura concedeu uma entrevista a Rui Lavrador, falando um pouco de si, do Alentejo e da música, que ouve e que quer fazer.

O Santa Casa Alfama foi o primeiro espectáculo feito pelo músico em Lisboa, explicando que “desde essa mudança no Santa Casa Alfama não mudou grande coisa, mas tenho sido mais reconhecido pelo meu talento. Tenho feito alguns programas em televisão e agora estou a trabalhar em estúdio com o Rogério Caixinha em novos trabalhos”.

Quando foi lançado o primeiro single, já não me lembro em que mês, pensei que não ia ter grande sucesso. Porque não era conhecido, mas afinal até teve alguns números interessantes”, disse-nos quando confrontado com as muitas visualizações conseguidas.

O cantor tem sido muito elogiado e explicou que “os elogios que mais me comovem… fico mais aflito se me disserem que sou um rapaz giro e simpático”.

Sendo ainda muito jovem, Miguel recordou que “a primeira ligação à música foi com o Fado, depois é que comecei a integrar-me no Cante Alentejano. Agora, volto novamente ao Fado”, acrescentando que enquanto intérprete não coloca diferenças entre os dois géneros musicais, “sinceramente não te sei dizer, porque sinto o mesmo a cantar o Fado e o cante. Por serem nacionais!”.

Em várias entrevistas, Miguel revelou que foi ao ouvir Mariza cantar ‘Oh Gente da Minha Terra’ que sentiu uma ligação maior à música e o impulso para trilhar este caminho.

No tema ‘Oh Gente da Minha Terra’, cantado pela Mariza, o que mais me impressionou foi a parte do refrão e quando ela sobe a voz. Tentei experimentar a ver se lá conseguia chegar também. E foi a partir daí que comecei a cantar”, vinca.

Com o mediatismo agora ganho, “sinto que estou mais à vontade, embora os nervos continuem e cada vez pior”.

Fora da música e dos holofotes da fama, “gosto de passear, passo maior parte das tardes lá em Moura a jogar à malha, com os meus primos”, acrescentando que “gosto muito de dar atenção aos meus irmãos, principalmente de brincar com o mais pequenino”.

Sobre as reacções dos irmãos ao verem-no na televisão, são díspares: “A reacção do mais pequenino, do Martim, é a de “olha o mano está na televisão’ e começa a pular. Já o outro não liga muito, porque como sempre fui o centro das atenções ele já está mais habituado”.

Já quanto ao povo de Moura, “as pessoas dizerem que sou o orgulho da terra deixa-me muito feliz e várias vezes emociono-me”, lembrando ainda que “depois há também as amigas da minha avó que me veem dar uns beijinhos”, embora lá diga que “eu não sou muito beijoqueiro”.

Por entre as muitas características irresistíveis do Alentejo, destaca-se a gastronomia.

Miguel Moura deixa algumas sugestões: “Posso aconselhar um pratinho de migas com entrecosto. Gosto de carne de alguidar, caldeirada de peixe do rio, açorda de alho. Gosto também muito de petiscar linguiça, toucinho, paio, chouriço…”, rematando que quanto a doces, “não sou guloso. Depende muito da vontade”.

Sobre a primeira vez que veio a Lisboa, recordou que “o que mais me assustou foi não saber muito bem o que fazer“.

Pra breve serão reveladas novidades discográficas, com Miguel a desvendar que “será uma mistura de Fado e Cante e depois irei também cantar outras coisas nos meus concertos, como canções de artistas nacionais. Mas acima de tudo em português“.

Sobre o conselho da avó que nunca esquece, é muito claro: “Nunca deixes de ser a pessoa que és“, assumindo que “não tem sido difícil” colocá-lo em prática.

No futuro, “gostava de fazer um dueto com a Mariza“, porque “sempre a admirei e ela acabou por ser a causadora disto tudo“.

Pode ver e ouvir a entrevista na íntegra aqui:

Entrevista: Rui Lavrador
Vídeo: Rute Nunes e Carlos Pedroso
Agradecimentos: Underground Studios, HitMotion, Rogério Caixinha, Ana Rita Caixinha.

Rui Lavradorhttp://www.infocul.pt
Jornalista e Director Infocul.pt

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