Miguel Raposo revela que esteve “num sítio muito negro” após a morte da mãe e precisou de ajuda de psicólogo

Miguel Raposo revela que esteve "num sítio muito negro" após a morte da mãe e precisou de ajuda de psicólogo

Miguel Raposo revela que esteve “num sítio muito negro” após a morte da mãe e precisou de ajuda de psicólogo, segundo revelou em entrevista a Daniel Oliveira, na SIC, no programa Alta Definição.

Não ter conseguido ir ao funeral foi terrível, foi tenebroso, claro“, lamentou Miguel Raposo, que na altura estava infectado com COVID-19.

Passei muitos dias sozinhos no meu quarto“, acrescentou o filho de Maria João Abreu.

Quando tudo aconteceu, eu estava envolvido em três a quatro projetos e senti que me escondi atrás do trabalho. Nós precisamos sempre desse tempo para nós. É fulcral termos um tempo para fazermos o luto, para chorarmos, para falarmos, para estarmos com as pessoas com quem sabemos que podemos falar, as pessoas que percebem que as palavras não são só palavras. Eu, no início, não tomei esse tempo e isso consome. Fica cá dentro, até que acaba por explodir”, afirmou.

Miguel Raposo encontrou um “psicólogo maravilhoso” que o “ajudou muito”.

“Temos de estar sempre muito atentos à nossa saúde mental. Eu estive num sítio obviamente muito negro, muito difícil. (…) A terapia relembrou-me que tenho de saber olhar para fotografias da minha mãe, que era uma coisa que na altura me fazia muita confusão. Eu estava a fugir… Vê-la na televisão, as fotografias no telemóvel. Tentava passar à frente porque a dor é enorme”, contou.

Agora já consigo recordar as boas memórias. Mas demorou. A aceitação é uma coisa muito forte“, garantiu Miguel Raposo.

Recorde-se que Maria João Abreu, morreu a 13 de maio do ano passado, aos 57 anos, vítima de um aneurisma cerebral.

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