O vídeo final dos Sabores no Barro em Beringel com António Caixeiro e Beatriz Felício, em entrevista, poderá ser visto no final deste artigo e nos nossos canais de vídeo.
Texto e Entrevista: André Nunes / Vídeo: Diogo Nora / Edição: André Nunes
Emoção em cada esquina
Foram três dias de muita emoção. Em pleno Alentejo, por entre paisagens, cheiro de comida caseira e música honesta. Em pleno simplesmente estar.
“As pessoas de fora vêm conhecer as festas e descobrir a verdadeira essência de Beringel.”. declara Beatriz Felício. Noutra perspetiva, Caixeiro diz que “Aqui, o foco não sou eu, o foco somos todos. O cante, a cultura, a gastronomia… é isso que faz do Alentejo um lugar único.”
É tão grande (e único) o Alentejo
O tempo do Alentejo é diferente. O espaço do Alentejo é diferente. E não é só por ser mais puro. É porque também purifica a nossa visão. E tem uma aplicação catártica nas questões que olhamos no dia-a-dia. Através desta aventura de três dias conseguimos, durante esta semana, apresentar perspectivas diferentes do site Infocul.pt, demonstrando outros lados.
Da mesma forma que vimos outros artistas como Buba Espinho, Bandidos do Cante e Luís Trigacheiro, em que demonstram como são na sua casa de onde são filhos. Onde estão o mais à vontade possível. Onde são eles próprios. Onde basta sentar à mesa. E conversar. Rir. Cantar. Amar. Contar.
Chegar ao conforto da casa e dar um beijo
É aquele sentimento de quando chegamos a casa, retiramos os nossos sapatos ou botas e colocamos chinelos de quarto onde iremos repousar até ao dia de trabalho eufórico seguinte. Ou seja, é esse suporte todo dos nossos pés que pisam o solo dos trabalhos e relações, aquele pesado que trazemos durante o dia, que retiramos imediatamente quando chegamos a casa e metemos-nos o mais confortável possível.
Assim, foi esta a nossa sensação, até com artistas com quem já trabalhamos em outros sítios, a quem já conduzimos entrevistamos, a quem já fizemos cobertura jornalística. Mas Beringel foi diferente. Foi uma outra visão. Daquilo que é ser músico, ser ouvinte de música, ser jornalista, ser cronista e crítico musical. Foi uma outra visão do simplesmente ser.
Leia também: “Quero que o mundo conheça o que temos aqui”, declara Buba Espinho em entrevista