Oferta de casas à venda cai 4% em Portugal: Funchal e Porto registam maiores quebras entre as cidades, revelou o idealista.
Portugal teve menos habitações disponíveis para venda no terceiro trimestre de 2026 do que no mesmo período do ano anterior. A redução foi de 4%, segundo uma análise do idealista divulgada em comunicado de imprensa esta quinta-feira, 15 de outubro, com diferenças acentuadas entre os territórios.
Entre as 20 cidades analisadas, Funchal e Porto registaram as maiores quebras, de 33% e 21%, respetivamente. Em sentido contrário, Vila Real apresentou o crescimento mais expressivo da oferta, com uma subida de 34%.
A descida nacional foi menos intensa do que a registada no terceiro trimestre de 2025, quando a redução homóloga tinha sido de 11%. Os valores dizem respeito à quantidade de habitações disponíveis para venda, não à evolução dos preços.
Oferta diminui em metade das cidades analisadas
De acordo com o comunicado do idealista, “a oferta de habitação à venda diminuiu em 10 das 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas”, na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
Depois do Funchal, com menos 33% de oferta, e do Porto, com menos 21%, a terceira maior redução ocorreu em Viana do Castelo, com uma quebra de 17%.
Seguiram-se Castelo Branco e Faro, ambos com descidas de 15%, e Portalegre, com menos 9%. As reduções foram mais moderadas em Aveiro, com 4%, em Lisboa e Leiria, ambas com 3%, e em Santarém, com 1%.
Vila Real e Guarda lideram os aumentos
O comportamento foi inverso em oito cidades, com Vila Real a registar uma subida de 34% na oferta de casas à venda.
A Guarda cresceu 25% e Bragança 18%, seguindo-se Évora, com 13%, e Beja, com 12%. Também houve aumentos em Ponta Delgada, de 9%, e em Coimbra e Viseu, ambos de 8%.
Setúbal e Braga mantiveram-se estáveis, completando o conjunto das 20 cidades incluídas na análise.
Madeira perde 23% da oferta na análise por distritos e ilhas
Numa escala territorial mais alargada, que considera distritos e ilhas, a oferta também diminuiu em 10 dos 20 territórios analisados.
A ilha da Madeira registou a maior quebra, de 23%, seguida pelos distritos do Porto, com menos 11%, e de Aveiro, com menos 10%.
Em Bragança, Faro e Portalegre, a redução foi de 9%. Leiria e Beja apresentaram descidas de 6%, enquanto Castelo Branco recuou 5% e Coimbra 1%.
Estes resultados mostram que a evolução de uma capital de distrito nem sempre acompanha a do território em que se insere. Em Bragança, por exemplo, a oferta aumentou 18% na cidade, mas diminuiu 9% no conjunto do distrito.
Guarda e São Miguel com maiores subidas territoriais
Entre os distritos e ilhas onde a oferta aumentou, a Guarda liderou com uma subida de 17%, seguida pela ilha de São Miguel, com 16%, e por Vila Real, com 13%.
O distrito de Viseu cresceu 9%, enquanto Viana do Castelo e Santarém registaram aumentos de 5%. Em Setúbal e Braga, a subida foi de 2%, e em Lisboa de 1%. Évora manteve-se estável.
Lisboa apresentou, assim, sentidos diferentes nas duas escalas: menos 3% de habitações à venda na cidade e mais 1% no distrito. Em Viana do Castelo, a diferença foi ainda mais marcada, com uma redução de 17% na capital de distrito e um crescimento de 5% no território distrital.
