Quarta-feira, Outubro 27, 2021

Pablo Hermoso de Mendoza triunfou no fecho de temporada no Campo Pequeno

Pablo Hermoso de Mendoza triunfou no fecho de temporada no Campo Pequeno

Pablo Hermoso de Mendoza triunfou no fecho de temporada no Campo Pequeno, esta sexta-feira.

A Praça de Touros do Campo Pequeno recebeu, esta sexta-feira, a sexta e última corrida do seu abono tauromáquico. Frente a touros da ganadaria António Charrua, actuaram Luís Rouxinol, Pablo Hermoso de Mendoza e João Moura Caetano, além dos Forcados Amadores de Arronches, Monforte e Académicos de Coimbra.

Texto: Rui Lavrador
Fotografia: Juan Andrés Hermoso de Mendoza

O tauródromo registou uma boa entrada de público, contudo sem esgotar. Um ambiente de festa e de quem se queria divertir e ver boas actuações, bons touros e boas pegas.

Luís Rouxinol abriu as actuações a um colaborante touro. O ginete desenvolveu uma actuação positiva, destacando-se pela brega e desenho das sortes. Dois ferros curtos de boa nota, pelo desenho e reunião, são o melhor destaque da sua lide.

Luís Marques, pelos Amadores de Arronches, concretizou a pega ao primeiro intento, sem dificuldade e de forma muito eficaz.

Volta para cavaleiro e forcado.

O segundo touro da corrida saiu com visíveis dificuldades de locomoção. Contudo, Pablo ignorou o toque dado a pedido do director de corrida. Cravou dois ferros compridos, o segundo já debaixo de muitos assobios do público. O director de corrida voltou a dar sinal para o touro ser recolhido, algo que desta vez aconteceu.

Assim, Pablo lidou aquele que seria o segundo touro do seu lote. O rejoneador navarro armou o alvoroço no público lisboeta. Uma brega de muitos quilates e sortes desenhadas de forma muito estética. As reuniões nem sempre resultaram cingidas, mas destacam-se o segundo e quarto ferros curtos como os melhores da sua actuação. Um touro com mobilidade, investida franca e bem apresentado.

João Falcão, pelos Amadores de Monforte, concretizou ao terceiro intento e quase que saiu da cara do touro.

Duas voltas para o rejoneador e uma para forcado e ganadeiro.

João Moura Caetano teve uma grande actuação, frente ao primeiro touro do seu lote. Começou por se dobrar muito em curto com o touro, cravou dois compridos e aumentou o nível da actuação na ferragem curta. Montando o Campo Pequeno, deu um recital de bem lidar, pecando apenas no momento de algumas reuniões.

Francisco Gonçalves, pelos Académicos de Coimbra, concretizou ao primeiro intento numa boa execução.

O quarto touro da corrida saiu com visíveis dificuldades de locomoção e sem equilíbrio algum. Público tributou forte assobiadela e o director de corrida mandou recolher o touro.

Assim, de forma a dar tempo de embolamento do segundo sobrero, actuou Pablo Hermoso de Mendoza.

Pablo lidou o primeiro sobrero, oferecido pela empresa e ganadeiro, com consentimento dos outros dois cavaleiros em cartel. Recordar que Pablo cravou dois ferros no primeiro touro, que estava lesionado, e segundo o Regulamento de Espectáculos Tauromáquico, não havia obrigatoriedade da empresa lhe ‘dar’ o sobrero para lidar.

Pablo Hermoso de Mendoza esteve em grande nível, com uma actuação de muita qualidade, destacando-se na exímia equitação, excelente brega, bom desenho das sortes e dois ferros com reuniões bem ajustadas. Uma actuação que deixou o público em êxtase.

Vítor Carreiras, pelos Amadores de Monforte, concretizou a pega ao segundo intento.

Duas voltas para Pablo (uma literalmente à arena) e uma para o forcado.

Luís Rouxinol teve uma segunda actuação de muito valor. O cavaleiro de Pegões enfrentou um touro inicialmente colaborante, mas que depois começou a ter querença em tábuas. A actuação evoluiu para patamar triunfal, na série de cravagens curtas, com o ginete a montar o Douro. Brega muito em curto, sortes bem desenhadas e reuniões cingidas. Terminou com um excelente par de bandarilhas e um palmito.

Pelos Amadores de Arronches, foi à cara Rodrigo Abreu concretizando ao quinto intento.

Agradecimento no centro da arena e volta à arena para o cavaleiro.

João Moura Caetano recebeu o touro à porta gaiola e dobrou-se com ele em curto, no centro da arena, num excelente início de lide. A lide ficou condicionada pela falta de força do touro e por este faltar ao momento das reuniões. Perante estes obstáculos, o cavaleiro acabou por ter uma actuação positiva, contudo sem romper. Sortes desenhadas de frente e praça a praça, dando vantagem ao touro, contudo a pecar nas reuniões. Desenhou ainda uma sorte em curto, de frente e com reunião a resultar mais ajustada.

João Tavares, pelos académicos de Coimbra, concretizou a pega ao primeiro intento.

Volta para cavaleiro, forcado e ganadeiro. Forcado com mais um agradecimento no centro da arena.

Esteve em disputa o troféu para melhor pega, com o júri a ser constituído pelos 3 cabos dos grupos actuantes. O prémio foi um livro, Forcado, da autoria de Francisco Romeiras e Joaquim Grave.

A melhor pega foi atribuída a João Tavares, pelos Académicos de Coimbra, ao sexto touro da corrida.

O curro de Charrua teve muito boa apresentação, pecando em alguns touros ao nível do comportamento e força.

Corrida dirigida pelo delegado técnico tauromáquico Fábio Costa, assessorado pelo médico veterinário Jorge Moreira da Silva. José Henriques foi o cornetim de serviço. 

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