Padre Ricardo Esteves: “Enquanto tu sustentas, apoias, resolves ou salvas, existe presença. Quando deixas de ser útil, surge o distanciamento, o silêncio, a indiferença”, assinalou.
“É assim que muitas pessoas apagam alguém, depois que esse alguém cumpre o papel que precisavam.” A frase abre um texto que tem sido amplamente partilhado nas redes sociais e que tem como autor o Padre Ricardo Esteves.
Uma reflexão sobre vínculos que desaparecem
A publicação aborda uma realidade emocional reconhecida por muitos: relações que existem apenas enquanto há utilidade. Ao longo do texto, o sacerdote descreve um padrão silencioso, mas recorrente.
“Enquanto tu sustentas, apoias, resolves ou salvas, existe presença. Quando deixas de ser útil, surge o distanciamento, o silêncio, a indiferença.” A ideia central não aponta culpas individuais, mas expõe dinâmicas criadas sem verdadeiro compromisso afetivo.
O valor pessoal não está em causa
Padre Ricardo Esteves faz questão de separar o afastamento do valor de quem é deixado para trás. “Isso não fala sobre o teu valor. Fala sobre relações construídas por conveniência, não por vínculo.”
Segundo o sacerdote, a dor do afastamento é real e profunda. “Ser apagado dói porque activa a ferida de descarte”, escreve, reconhecendo o impacto emocional dessa experiência.
Um alerta para escolhas futuras
O texto assume também um tom pedagógico e preventivo. Para o autor, o afastamento revela mais do que perda. “Quem fica, só enquanto precisa, nunca esteve por inteiro.”
Essa consciência surge como ponto de viragem. “Reconhecer essa atitude é o primeiro passo para parares de te colocares em lugares onde só há espaço para função, nunca para afecto.”
Fé e esperança no fecho da mensagem
Apesar da dureza do tema, a reflexão termina com uma nota de serenidade e espiritualidade, características habituais da escrita do sacerdote. “Pensa nisto…!!! Um dia muito feliz para todos sempre com Deus no coração🙏❤️🍀”
Assim, a publicação de Padre Ricardo Esteves transformou-se num convite à introspeção, levando muitos leitores a repensar relações, limites e o lugar do afeto na vida quotidiana.
Veja a publicação AQUI.
