Padre Ricardo Esteves fala das «tempestades da vida» e deixa conselho: «Cuida das tuas raízes», assinalou.
Uma árvore pode perder folhas, ser sacudida pelo vento e deixar de mostrar a mesma aparência sem, por isso, cair. Foi a partir desta imagem que o padre Ricardo Esteves construiu uma nova reflexão nas redes sociais, desta vez sobre fé, adversidade e aquilo que sustenta uma pessoa quando desaparecem as certezas.
O sacerdote contrapôs aquilo que é visível aos outros com o que permanece escondido e defendeu que são precisamente essas “raízes” que acabam por determinar a forma como cada um atravessa os momentos mais difíceis.
“Olha atentamente para uma árvore. A tempestade não testa as folhas dela, mas sim as raízes. As folhas são aquilo que todos veem: os nossos sorrisos, conquistas, palavras e aparência. Mas as raízes ficam escondidas. Elas representam a nossa fé, o nosso carácter, a nossa intimidade com Deus e aquilo que nos sustenta quando ninguém vê.”
O que permanece quando as folhas começam a cair
Ricardo Esteves desenvolveu a comparação lembrando que uma árvore não resiste pela beleza daquilo que apresenta à superfície. É a profundidade das raízes, invisíveis para quem olha, que lhe permite continuar de pé.
“Quando o vento sopra as folhas agitam-se… algumas até caem. Mas uma árvore não permanece de pé por causa da beleza da sua copa. Ela permanece porque as suas raízes são profundas.”
A mesma lógica é transportada para a dimensão espiritual. O sacerdote defende que a relação com Deus não se mede apenas pelo que alguém demonstra publicamente, mas sobretudo por comportamentos e escolhas que não têm espectadores.
“Deus não está interessado só no que mostramos em público, mas naquilo que fazemos em silêncio, na oração pessoal, na obediência quando ninguém vê, na perseverança durante a dor e na confiança quando não há respostas.”
É precisamente perante a ausência de respostas que, segundo Ricardo Esteves, se percebe a consistência daquilo que foi construído anteriormente.
«As tempestades da vida revelam aquilo que os dias calmos escondem»
Na reflexão, os períodos de dificuldade não aparecem apenas como obstáculos. O padre Ricardo Esteves apresenta-os também como momentos capazes de revelar fragilidades que, enquanto tudo corre bem, podem permanecer despercebidas.
“Sabes, as tempestades da vida revelam aquilo que os dias calmos escondem. As tempestades não vêm apenas para nos derrubar, muitas vezes vem para nos mostrar onde ainda precisamos criar raízes mais profundas.”
A diferença estará, para o sacerdote, no fundamento interior de cada pessoa.
“A diferença de quem rui ou sustenta a tempestade está no fundamento do alicerce com que construímos a nossa essência.”
E é nesse ponto que surge a mensagem dirigida diretamente a quem atravessa um período mais exigente. Em vez de concentrar toda a atenção nas perdas visíveis, Ricardo Esteves aconselha a fortalecer aquilo que continua escondido.
“Se hoje estás a passar por tempestades que fazem cair as tuas folhas não te preocupes, cuida das tuas raízes.”
O texto termina com uma afirmação de confiança na fé, apresentada como o suporte capaz de resistir mesmo quando a vida provoca abalos.
“Quem está intimamente enraizado em Deus pode até ser sacudido mas jamais será arrancado. Um dia muito feliz para todos sempre com Deus no coração 🙏💗🌿”
Entre folhas, raízes e tempestades, Ricardo Esteves volta assim a recorrer a uma imagem simples para falar da dimensão interior da fé: não daquilo que é mostrado quando tudo está tranquilo, mas do que permanece quando chega o vento.
Veja a publicação AQUI.
