Passadeira Vermelha em clima de tensão após comentários de Sara Norte sobre colegas, segundo foi revelado.
O ambiente nos bastidores do “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, atravessa uma fase delicada. As declarações de Sara Norte sobre algumas colegas de painel terão provocado mal-estar dentro da equipa e obrigado a produção a gerir presenças com maior cuidado.
Em causa estão comentários da atriz sobre Zulmira Garrido e Carolina Ortigão. Sara Norte afirmou que despediria ambas por considerar que não precisavam do dinheiro, o que terá causado indignação entre várias comentadoras.
Queixas nos bastidores e pedidos para evitar cruzamentos
Segundo uma fonte da produção citada pela revista TV Guia, o desconforto passou do direto para os bastidores. Zulmira Garrido, Carolina Ortigão e Sofia Jardim estarão de costas voltadas para Sara Norte.
“Estão sempre a pedir para não estar com ela. E depois há outros que têm que fazer programas a mais por causa disso. Tem sido uma confusão, com direito a queixinhas e tudo. Isto nunca aconteceu”, revelou a mesma fonte.
Além disso, a situação terá criado uma tensão pouco habitual nos camarins do programa. A fonte admite que já existiram divergências no passado, mas sem este impacto fora do ecrã.
“Já houve tempos em que havia tensão, mas era em direto. Depois a coisa terminava. Mas agora isso passou até para os camarins. A Sara disse coisas pouco felizes e isto causou um ambiente nunca visto”, acrescentou.
Liliana Campos mantém distância do conflito
Perante a polémica, Liliana Campos preferiu não comentar o caso. A apresentadora do “Passadeira Vermelha” tem mantido uma posição de isenção perante as tensões do painel.
De acordo com a estação, Liliana Campos, Joana Latino, Hugo Mendes e Filipa Torrinha não estarão envolvidos nestas divergências internas.
“Ela, a Joana (Latino), o Hugo (Mendes) e até a (Filipa) Torrinha não entram nestas guerras”, foi referido.
Joana Latino separa colegas de amigos
Joana Latino também abordou o tema e explicou que sabe distinguir o debate televisivo das relações fora do estúdio. A comentadora admitiu divergências, mas rejeitou transformar discussões profissionais em conflitos pessoais.
“Opiniões divergentes todos temos, mas não me hostilizo com absolutamente ninguém depois do programa terminar”, afirmou.
Depois, Joana Latino reforçou que o papel dos comentadores passa por analisar temas, mesmo quando isso incomoda figuras públicas.
“O jornalismo é isso mesmo: analisar, esmiuçar, dar a conhecer… às vezes o que não se quer que se saiba. Se já tive alguns famosos aborrecidos comigo? Tive, mas isto é um jogo…”, acrescentou.
Zulmira Garrido afasta amizade, mas promete profissionalismo
Uma das principais visadas, Zulmira Garrido, procurou baixar o tom da polémica. Ainda assim, deixou claro que não vê espaço para uma amizade com Sara Norte.
“O ambiente está tranquilo”, assegurou.
Depois, a comentadora explicou que, para si, não existe nada a resolver. Zulmira garante que continuará a cumprir o seu papel no programa.
“Até porque para mim não há nada a resolver. Ela disse o que tinha a dizer e é isso. Se vamos ser amigas? Seremos colegas. Não vai afetar a minha performance no ‘Passadeira’”, garantiu.
Sara Norte pede desculpa pelas declarações
Confrontada com a dimensão do caso, Sara Norte mostrou arrependimento pelas palavras que usou. A atriz assumiu publicamente o erro e tentou esclarecer que não teve intenção de magoar.
“Eu já pedi desculpa publicamente pelo que disse. Se errei publicamente, também peço desculpa da mesma maneira. Não tinha maldade no que disse, mas pronto…”, explicou.
Apesar da tensão, Sara Norte garante que continua satisfeita com a participação no programa da SIC Caras.
“A divertir muito a fazer o programa”, afirmou.
Ainda assim, relativizou o futuro no formato.
“No dia em que me deixar de divertir, ou que a direção não me quiser lá, também está tudo bem”, disse.
Produção obrigada a gerir escalas
A polémica terá criado dificuldades adicionais à equipa do “Passadeira Vermelha”. Segundo uma fonte ligada à estação, há comentadores a pedir mais participações, mas também a tentar evitar determinados cruzamentos.
“Anda tudo a pedir mais participações, mas querem só trabalhar com certas pessoas. É uma jigajoga para não haver fricções fora do estúdio e para depois ninguém faltar”, concluiu.
Assim, aquilo que começou com uma opinião polémica em torno de colegas de painel transformou-se num problema de bastidores. E, desta vez, a tensão parece ter ultrapassado o jogo habitual do comentário televisivo.

