Sexta-feira, Julho 23, 2021

Pedro Abrunhosa iluminou Campo Pequeno

Pedro Abrunhosa iluminou Campo Pequeno

Pedro Abrunhosa iluminou Campo Pequeno, na noite desta sexta-feira.

O afamado cantor e compositor, actuou na Praça de Touros do Campo Pequeno. Um espectáculo inserido no ciclo Santa Casa Portugal ao Vivo.

Acompanhado da sua extraordinária banda, os Comité Caviar, Pedro Abrunhosa foi luz e força, através da palavra.

Não fosse ele dos melhores compositores e letristas deste país, decidiu não deixar créditos em mãos, e voz, alheias.

Numa ventosa noite de sexta-feira, a sala lisboeta esteve sempre muito quente, no que ao ambiente e afectos, diz respeito. Uma canção é boa quando consegue ser apresentada despida, de forma acústica, sem mais artifícios. As canções de Abrunhosa podem ser apresentadas de mil e uma maneiras, nos mais distintos ambientes e pelos mais irreverentes, e reverentes, artistas.

Intemporais, hinos, caracterizadores emocionais de todos os humanos que nelas se revêm ou emocionam-se a ouvi-la.

Em Lisboa, começou sentado ao piano, tendo apresentando um tema do próximo disco, já depois de interpretar três temas conhecidos do público, tendo depois tido a presença da sua excelente banda e ainda de algumas convidadas.

Carolina Deslandes esteve em noite inspirada e ouviu das maiores ovações da noite, Rita Rocha mostrou, com 14 anos, um futuro muito promissor e um talento incomensurável, Alice Costa foi uma agradável surpresa.

Polémico, politicamente incorrecto, por vezes incompreendido, mas regido por um talento inqualificável e que lhe permite ser um animal de palco, dando vida às canções por si criadas.

Um músico de ontem, de hoje, de amanhã, de sempre. Numa altura em que a pandemia volta a criar apreensão nos portugueses, durante duas horas Pedro Abrunhosa conseguiu melhorar a vida dos que foram ao Campo Pequeno. E essa é a magia da Arte!

Do alinhamento constaram temas como: Litania, Momento, É preciso ter calma, É sempre escuro antes de amanhecer (integra o próximo disco), Quem me levas os meus fantasmas, Tens os olhos de Deus, Vem ter comigo aos aliados, Rei do Bairro Alto, Para os braços da minha mãe, Ilumina-me, Eu não sei quem te perdeu, entre outros.

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Rute Nunes e Carlos Pedroso

Rui Lavradorhttp://www.infocul.pt
Jornalista e Director Infocul.pt

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