Pedro Chagas Freitas: “A verdade é que, por vezes, ser mau é um alívio momentâneo: um prazer quase infantil”, disse.
Reflexão sobre responsabilidade individual gera debate nas redes sociais
Pedro Chagas Freitas voltou a recorrer às redes sociais para partilhar uma reflexão direta e sem filtros. Desta vez, o escritor aborda um tema sensível: a responsabilidade pessoal nas atitudes do dia a dia.
Logo na primeira linha, assume a fragilidade humana. “Às vezes, sou má pessoa. Às vezes, somos todos más pessoas.”
Assim, o autor desmonta a ideia de que o erro pertence sempre aos outros.
A tentação de culpar o mundo
Ao longo do texto, questiona a tendência de procurar justificações externas. “A desculpa é sempre a mesma: o mundo fez-nos assim.”
De seguida, desmonta essa narrativa. “Como se o mundo fosse uma entidade externa, uma coisa invisível que nos molda sem que tivéssemos escolha. Como se não tivéssemos culpa.”
Segundo Pedro Chagas Freitas, multiplicam-se as explicações para comportamentos menos nobres. “Dizemos que foi a pressa, que foi o cansaço, que foi o dia difícil, que foi o chefe, que foi o trânsito, que foi o governo, que foi a chuva. Dizemos tudo. Não dizemos a verdade.”
O alívio momentâneo e a culpa que regressa
Entretanto, o escritor aponta para uma dimensão menos confortável da condição humana. “A verdade é que, por vezes, ser mau é um alívio momentâneo: um prazer quase infantil.”
Depois surge o arrependimento. “Depois, sentimos uma leve culpa. Queremos convencer-nos de que somos boas pessoas, de que foi um acidente, de que não voltará a acontecer.”
No entanto, deixa um aviso claro: “Voltará.”
Para o autor, a responsabilidade não pode ser transferida. “Não foi o mundo que nos fez assim; fomos nós.”
Um convite à mudança diária
Por fim, Pedro Chagas Freitas propõe uma alternativa. “Resta-nos agarrar-nos ao que nos sobra: a possibilidade de, hoje, sermos um bocadinho melhores do que fomos ontem.”
E termina com uma pergunta direta aos leitores: “Já tentaste?”
Desta forma, a publicação transforma-se num apelo à consciência individual. Num tempo em que as culpas se distribuem facilmente, o escritor desafia cada pessoa a assumir as próprias escolhas e a procurar, diariamente, ser melhor.
Veja a publicação AQUI.
