Pedro Chagas Freitas assume necessidade de afeto: «Sou um adulto e preciso de mimo»

Pedro Chagas Freitas assume necessidade de afeto: «Sou um adulto e preciso de mimo», escreveu nas redes sociais.

Pedro Chagas Freitas voltou a usar as palavras para tocar numa necessidade que muitas vezes fica escondida atrás da vida adulta: querer carinho, cuidado e alguém por perto. O escritor defende que crescer não elimina a vontade de receber afeto e recusa a ideia de que procurar colo ou apoio seja sinal de fragilidade.

A mensagem começa sem rodeios e acaba por se repetir ao longo de todo o texto como uma afirmação que Pedro Chagas Freitas não quer suavizar: «Sou um adulto e preciso de mimo.»

«Nunca se é velho demais para querer colo»

O escritor coloca em causa a espécie de obrigação de autossuficiência que muitas vezes acompanha a idade adulta. Na sua perspetiva, não existe uma idade a partir da qual deixe de ser legítimo querer alguém que cuide, escute ou simplesmente permaneça por perto.

«Nunca se é velho demais para receber mimos, para dar mimos. Nunca se é velho demais para querer colo, para precisar de um ombro que nos acolha, para sentir uma necessidade insaciável de ter quem caminhe connosco pelo meio dos medos.»

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Não se trata, acrescenta, de pena nem de dependência. Pedro Chagas Freitas apresenta essa necessidade de proximidade como algo inerente à própria condição humana.

«Preciso que me olhem, que me cuidem, que me vejam, que me ajudem. Não por pena, não por uma qualquer dependência oca. Apenas porque sou uma pessoa, profundamente uma pessoa, e as pessoas precisam de pessoas, e as pessoas são mais felizes quando são pessoas com pessoas.»

A vergonha de admitir que se precisa dos outros

A reflexão avança depois para uma ideia particularmente presente no texto: não basta sentir essa necessidade. É preciso também não ter vergonha de a reconhecer.

Ao repetir «Sou um adulto e preciso de mimo», o escritor transforma uma frase aparentemente simples numa defesa da vulnerabilidade e do direito de continuar a procurar afeto, independentemente da idade.

«Que nunca ninguém deixe de o sentir, que nunca ninguém tenha vergonha de o dizer, de o assumir. De si para si, de si para o outro.»

É também aqui que deixa uma das frases mais fortes da publicação: «Porque nunca se estragou ninguém com mimos, apenas com a falta deles.»

«Obrigado a todos os que me mimaram um pouco»

Pedro Chagas Freitas termina dirigindo-se diretamente a quem chegou ao fim da reflexão e transforma a própria leitura do texto numa pequena forma de companhia.

«Obrigado a todos os que, só por lerem este texto, me mimaram um pouco. Continuem assim, sim?»

Sem fazer da idade adulta sinónimo de distância emocional, o escritor deixa assim uma defesa assumida do carinho, da presença e da capacidade de pedir aos outros aquilo de que também precisamos.

Veja a publicação AQUI.

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