Pedro Chagas Freitas defende reality shows e deixa reflexão surpreendente sobre “Casa dos Segredos”, nas redes sociais.
A mais recente gala do Casa dos Segredos não marcou apenas a noite televisiva deste domingo. Paralelamente à emissão, uma reflexão publicada nas redes sociais por Pedro Chagas Freitas acabou por gerar debate entre seguidores do formato.
O escritor, conhecido também pelo interesse em reality shows, decidiu abordar o preconceito que ainda envolve este tipo de programas.
Reflexão sobre o valor dos reality shows
Primeiramente, Pedro Chagas Freitas destacou aquilo que considera ser uma das grandes características destes formatos televisivos: a ausência de guião.
Para o autor, essa falta de preparação faz com que o comportamento dos participantes revele aspetos autênticos da natureza humana.
Nesse sentido, escreveu: “O reality show é uma das raras experiências televisivas onde os seres humanos aparecem quase nus do ponto de vista psicológico: não têm guião, não têm frases inteligentes preparadas. Somos nós em bruto: vaidade, ciúme, solidão, pequenas ligações, pequenas traições, o desejo infantil de ser amado. Balzac teria adorado ver isto.”
Assim, o escritor considera que a espontaneidade é precisamente o que torna estes programas tão reveladores.
Crítica ao preconceito contra estes formatos
Entretanto, Pedro Chagas Freitas também comentou o rótulo frequentemente associado a este tipo de conteúdos televisivos.
Segundo o autor, quem critica os reality shows como “trash TV” poderá estar, na verdade, a reagir ao desconforto de reconhecer comportamentos humanos comuns.
Assim, explicou: “Tu chamas-lhe trash TV. É legítimo. Eu não concordo. Para mim, aquilo traz medo: o medo de perceber que talvez sejamos todos um pouco trash people. Eu já senti isso. Foi desconfortável. Acho que aprendi algumas coisas sobre mim próprio.”
Desta forma, o escritor defende que o formato pode servir como um espelho da própria sociedade.
Uma proposta inesperada sobre relações
Por fim, o autor terminou a publicação com uma sugestão curiosa dirigida aos seus seguidores.
Na reflexão, Pedro Chagas Freitas sugeriu que a convivência num reality show poderia revelar muito sobre o comportamento das pessoas nas relações.
Assim, escreveu: “Tenho uma proposta: ninguém devia poder casar, viver com alguém, ou sequer tornar-se seu amigo íntimo, sem ver primeiro essa pessoa dentro de um Big Brother durante, pelo menos, três semanas.”
De seguida, reforçou a ideia de forma provocadora: “Devia ser obrigatório. Imagino que muitas relações não sobreviveriam à experiência.”
Deste modo, a publicação do escritor acabou por trazer uma nova perspetiva sobre os reality shows, precisamente numa noite em que a “Casa dos Segredos” voltou a dominar a atenção do público.
Veja a publicação AQUI.
