Pedro Chagas Freitas deixa alerta sobre famílias tóxicas: “Não chames amor ao que é só dor”, destacou o escritor.
Pedro Chagas Freitas partilhou uma reflexão sobre os danos provocados por relações familiares marcadas pela agressividade, pelo desrespeito e pelo sofrimento. O escritor recusou a ideia de que os laços de sangue obrigam alguém a suportar comportamentos que colocam em causa o seu bem-estar.
Numa publicação divulgada no Facebook, o autor começou por lembrar que a família tanto pode representar segurança como tornar-se uma fonte de dor.
Laços de sangue não justificam sofrimento
“Não romantizes famílias tóxicas. A família pode ser a melhor coisa do mundo como também pode ser a pior. Também pode dar cabo de ti. Não romantizes o que te faz mal”, escreveu.
Pedro Chagas Freitas questionou depois a obrigação, muitas vezes imposta, de preservar uma estrutura familiar independentemente das consequências individuais.
“Não é por ser sangue do teu sangue que tens de aguentar tudo, de suportar tudo, de dar cabo de ti para que a família não se desmorone. Há construções que exigem demolições antes. Tem coragem de mexer na ferida, é só assim que se cura”, defendeu.
Para o escritor, o parentesco não concede a ninguém o direito de magoar ou desrespeitar outro elemento da família.
“Não normalizes famílias tóxicas. Ninguém tem o direito de ferir-te só porque sim. Pode ser irmão, tio, sobrinho, neto, avô, marido ou mulher. Ninguém tem o direito de ferir só porque sim, de desrespeitar só porque sim. Não digas que é normal seres ferido por quem só devia amar-te”, salientou.
“Não romantizes o mal”
A reflexão prosseguiu com um apelo ao afastamento de relações dominadas pelo ataque, pela ameaça e pela falta de empatia.
“Não romantizes o mal. Quem te ama, seja família ou não, não quer ferir-te, agredir-te, magoar-te. Não fiques onde só te atacam. Não dês ouvidos, e tempo, a quem faz questão de colocar agressividade onde só devia estar empatia, ameaça onde só devia estar compreensão”, afirmou.
No final, Pedro Chagas Freitas deixou uma mensagem direta para quem continua a confundir sofrimento com amor.
“Não chames amor ao que é só dor, conflito, guerra. Isso não é amor nenhum. Livra-te dele. Já”, concluiu.
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