Pedro Chagas Freitas desafia leitores a sonhar: “nunca nenhum realista mudou o mundo”, assinalou.
Texto partilhado nas redes sociais reforça mensagem sobre amor, celebração e coragem
O escritor Pedro Chagas Freitas voltou a mobilizar milhares de leitores com um texto publicado nas redes sociais. A reflexão, marcada pelo tom motivacional, centra-se na importância de celebrar a vida, acreditar no impossível e recusar o conformismo.
Logo no arranque, o autor sublinha a importância de assinalar o tempo vivido e de reconhecer cada etapa superada.
“Se estás a ler estas palavras: parabéns. Conseguiste superar mais uma década de vida, e se isso não é motivo mais do que suficiente para festejar mais vale desistires desde já de festejar.”
Celebrar como ato de resistência
Além disso, o escritor reforça que celebrar não é um gesto menor. Pelo contrário, assume-se como um posicionamento perante a vida.
“Anota aí antes que me esqueça: poucas coisas na vida são mais importantes do que festejar, a não ser o amor, o que, se olhares com atenção, é exactamente a mesma coisa.”
Segundo o autor, o amor e a celebração confundem-se. Ambos representam uma escolha consciente de valorização da existência.
Um apelo contra o conformismo
Por outro lado, Pedro Chagas Freitas alerta para a influência negativa de quem desiste de sonhar. Na sua perspetiva, o ambiente pode condicionar ambições e limitar horizontes.
“À tua volta há-de haver sempre quem tenha desistido de sonhar. Há sempre, lamentavelmente, quem tenha desistido de sonhar.”
De seguida, deixa duas decisões que considera urgentes. A primeira passa por não viver sonhos alheios. A segunda implica afastar-se de quem se assume como excessivamente realista.
“Há duas decisões, urgentes, que tens de tomar: antes de mais nada, não queiras viver os sonhos dos outros (viver os sonhos dos outros não é altruísmo: é estupidez); e depois, não menos importante, não te deixes rodear por realistas (os realistas são criaturas tóxicas, que se gabam de só olhar para a realidade, e que por isso só vivem a realidade; só quem olha para algo que não a realidade a pode alterar; nunca nenhum realista mudou o mundo; os realistas que se vão encher de moscas, pois então).”
Acreditar no que ainda não existe
Entretanto, o escritor regressa a uma das ideias centrais do texto: a força da crença. Para o autor, acreditar no invisível é condição essencial para transformar.
“Anota aí antes que me esqueça: poucas coisas na vida são mais importantes do que acreditar na existência real do que não existe, a não ser o amor, o que, se olhares com atenção, é exactamente a mesma coisa.”
Assim, a fé no que ainda não ganhou forma concreta surge como motor de mudança e de criação.
Perdas, dor e a urgência de continuar
Contudo, o texto não ignora a dor acumulada ao longo dos anos. O autor reconhece perdas, fracassos e momentos difíceis.
“Eu sei que, nestes dez anos, já sofreste muito; sei que certamente terás perdido muito: objectivos, guerras, jogos, apostas, momentos que julgavas felizes, e sobretudo pessoas, e sobretudo esperança. Perder pessoas é perder partes de nós, também o sei. Mas sei – tu não o saberás porque estás dorido – que nenhuma perda te pode fazer deixar de esbracejar. Esbracejar com tudo o que és. Até porque é assim – a esbracejar – que se começa a voar.”
Desta forma, a metáfora do voo surge associada à resistência. Para Pedro Chagas Freitas, é no movimento insistente que nasce a possibilidade de elevar.
“Quantas vezes já voaste hoje?”
Por fim, o escritor volta a sintetizar a mensagem numa frase que liga voo e amor.
“Anota aí antes que me esqueça: poucas coisas na vida são mais importantes do que voar, a não ser o amor, o que, se olhares com atenção, é exactamente a mesma coisa.”
E deixa uma pergunta direta ao leitor:
“A propósito: quantas vezes já voaste hoje?”
O texto surge também associado à obra O Hospital de Alfaces, atualmente disponível em hipermercados e livrarias, reforçando a presença do autor no panorama literário nacional.
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