Pedro Chagas Freitas despede-se de Jorge Palma: «Nunca foi de carne, só de utopia», afirmou nas redes sociais.
As homenagens a Jorge Palma continuam a multiplicar-se depois da morte do músico. Pedro Chagas Freitas juntou-se às muitas vozes que têm recordado o artista e escolheu poucas palavras para uma despedida carregada de simbolismo.
O escritor publicou uma fotografia de Jorge Palma em palco e começou por descrevê-lo numa imagem que cruza fragilidade, liberdade e criação.
“Era metade poesia, metade borboleta.”
Sem procurar fazer uma retrospetiva da carreira do músico, Pedro Chagas Freitas centrou a mensagem na ausência que fica e na forma como determinadas figuras permanecem através daquilo que deixaram.
“Que continue a voar, e a carregar-nos no interior da saudade. Nunca foi de carne, só de utopia.”
A despedida torna-se depois mais pessoal. Para o escritor, a morte de alguém com a dimensão artística de Jorge Palma acaba também por retirar alguma coisa a quem cresceu, viveu ou encontrou momentos da própria vida nas suas canções.
“Quando morre alguém assim, não é ele que vai, é um pedaço de nós que despenha, desintegrado.”
Pedro Chagas Freitas termina a homenagem de forma breve: “Obrigado por tudo, Jorge. Até já.”
Jorge Palma deixa uma carreira de várias décadas na música portuguesa, marcada pela escrita, pelo piano e por canções que atravessaram diferentes gerações.
