Pedro Chagas Freitas distribui presentes a crianças hospitalizadas e deixa reflexão crua sobre o Natal, nas redes sociais.
Hoje, Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para relatar um gesto simples, mas carregado de significado.
O escritor contou que passou a véspera de Natal a distribuir presentes a crianças internadas em hospitais.
Um gesto simples, longe do heroísmo
Antes de mais, Pedro Chagas Freitas fez questão de afastar qualquer ideia de grandiosidade.
O gesto, explicou, foi direto e sem adornos.
“O Natal é isto ou é porra nenhuma. Ontem, na manhã de 24 de dezembro, fiz uma coisa simples: distribuí presentes a crianças internadas em hospitais.”
O autor revelou que o valor envolvido foi concreto e transparente.
“Nada de heroico, nada de espantoso: 1500 euros transformados em brinquedos, com o apoio silencioso da LIDERAR, uma empresa de engenharia que percebeu que construir uma cultura também pode ser isto.”
Natal vivido entre máquinas e silêncio
De seguida, o escritor descreveu os locais por onde passou.
As visitas incluíram o Hospital de São João e o Hospital da Póvoa de Varzim.
“Ali, o Natal tem tubos, tem máquinas, tem pais cansados a fingir normalidade com uma competência comovente.”
Pedro Chagas Freitas falou também das crianças e da forma como vivem a doença.
“Tem crianças que aprenderam cedo demais a diferença entre esperança e possibilidade.”
O presente como interrupção da dor
Além disso, o autor refletiu sobre o verdadeiro significado dos presentes.
Nem todos os sorrisos surgiram de imediato, e isso foi respeitado.
“Alguns sorrisos vieram automáticos, outros demoraram, outros nem sequer chegaram. Não julgo nenhum.”
Para Pedro Chagas Freitas, o valor não estava no objeto.
“O presente, nesses casos, não é o brinquedo; é a interrupção, um curto-circuito na rotina clínica, um intervalo.”
O escritor relacionou ainda a experiência com uma memória pessoal.
“Quando estive ali internado, era o que eu sentia quando acontecia algo assim: uma visita do mundo à nossa dimensão particular.”
“Não acredito em salvadores”
Por outro lado, Pedro Chagas Freitas rejeitou qualquer ideia de redenção ou heroísmo.
A sua motivação foi clara e pragmática.
“Não fui salvar ninguém. Não acredito em salvadores.”
E acrescentou:
“Fui ali porque havia dinheiro que podia deixar de ser abstracto.”
O autor terminou essa reflexão com uma frase contundente.
“Dar presentes a crianças internadas devia ser banal. Tão banal que nem notícia fosse.”
Fazer o bem sem o esconder
Por fim, o escritor respondeu às críticas sobre a partilha pública deste tipo de ações.
Pedro Chagas Freitas defendeu que o bem deve ser visível.
“O que faz bem deve ser visto, divulgado, espalhado; porque inspira, porque faz outros fazerem o mesmo.”
A prova, garantiu, chegou rapidamente.
“Publiquei este texto há 10 minutos e já recebi 4 ou 5 mensagens de quem, depois de o ler, já vai fazer algo do género.”
A mensagem terminou com um apelo direto.
“Se fizerem o bem, não o escondam; tenham orgulho, espalhem-no, tornem-no viral; espalhem o bem, divulguem-no, publicitem-no. O bom faz o bom.”
Deste modo, Pedro Chagas Freitas transformou um gesto simples numa reflexão poderosa sobre o verdadeiro significado do Natal.
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