Pedro Chagas Freitas: “O currículo emocional é uma farsa”

Pedro Chagas Freitas: “O currículo emocional é uma farsa”, assinalou o conhecido escritor, através das suas redes sociais.

Exige um certo tipo de maturidade. Não a que se aprende nos livros de autoajuda, nas palestras sobre resiliência com cheiro a PowerPoint. É outra maturidade. Mais suja. Mais real. Olhar a dor de frente e não tentar explicá-la. Deixá-la entrar, fazer o que tem de fazer — e sair“, começou por escrever sobre o sofrimento.

A felicidade também exige essa maturidade. Aceitar que ela nunca vem nos grandes momentos.
Vem nos patéticos, nos invisíveis. No tédio partilhado, no pão com manteiga, no silêncio que não constrange. Aprendi que a banalidade é um consolo feliz. Os dias normais, os gestos repetidos, o café ao acordar. Aprendi que isso salva. É a banalidade que impede o colapso, que ancora a cabeça quando tudo o resto quer levitar para o abismo”
, continuou.

“Importa pouco o que viveste. O currículo emocional é uma farsa. Importa o que ficou em ti do que viveste. O que moldou. O que deu cabo de ti. O que salvou“, rematou.

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