Pedro Chagas Freitas reage ao empate de Portugal no Mundial: “O fracasso é um bom começo”, considerou.
Pedro Chagas Freitas reagiu nas redes sociais ao empate da Seleção Nacional frente ao Congo, no Mundial de Futebol. Num texto de leitura mais emocional do que desportiva, o escritor defendeu que o resultado deve ser usado como ponto de partida.
Depois de Portugal não ter conseguido vencer, surgiram críticas ao desempenho da equipa. Porém, Pedro Chagas Freitas olhou para o empate como uma oportunidade de crescimento.
Além disso, o autor deixou uma mensagem clara: os campeões não nascem apenas dos dias fáceis. Muitas vezes, começam a construir-se precisamente no desconforto.
O empate visto como alerta
Na publicação feita nas redes sociais, Pedro Chagas Freitas começou por contrariar a ideia de que o empate deve ser apenas lamentado.
“𝗗𝗶𝘇𝗲𝗺 𝗽𝗼𝗿 𝘁𝗼𝗱𝗼 𝗼 𝗹𝗮𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗿𝗮𝗰𝗮𝘀𝘀𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗰𝗼𝗺 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗲𝗺𝗽𝗮𝘁𝗲. 𝗔𝗽𝗿𝗼𝘃𝗲𝗶𝘁𝗲𝗺 𝗯𝗲𝗺 𝗼 𝗳𝗿𝗮𝗰𝗮𝘀𝘀𝗼. 𝗗𝗲𝘀𝗳𝗿𝘂𝘁𝗲𝗺 𝗯𝗲𝗺 𝗱𝗲𝗹𝗲.”
Assim, o escritor transformou a frustração num tema central. Para Pedro Chagas Freitas, aquilo que corre mal também pode revelar caminho.
“É 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗱𝗲𝘀𝗳𝗿𝘂𝘁𝗮 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲 𝗺𝗮𝗹 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗲 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝗿 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲 𝗯𝗲𝗺.”
Logo depois, o autor reconheceu a expectativa criada em torno do jogo. Portugal entrou com a sensação de que devia vencer, mas saiu com um empate.
“𝗘𝗺𝗽𝗮𝘁á𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮𝗰𝗵á𝘃𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝘃í𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮𝗿. 𝗖𝗼𝗺𝗲ç𝗼𝘂 𝗶𝗺𝗲𝗱𝗶𝗮𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗮 𝗰𝗵𝗼𝘃𝗲𝗿 𝗺𝗲𝗿𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝗰𝗶𝗺𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝘂𝗱𝗼.”
A derrota que não foi derrota
Embora fale em fracasso, Pedro Chagas Freitas não trata o empate como sentença. Pelo contrário, vê nele uma espécie de provocação necessária.
“𝗔𝗽𝗿𝗼𝘃𝗲𝗶𝘁𝗲𝗺-𝗻𝗮 𝗯𝗲𝗺.”
Depois, o escritor usou uma imagem simples para explicar a diferença entre vencer e falhar. A vitória conforta. O fracasso, por outro lado, obriga a mudar.
“𝗔 𝘃𝗶𝘁ó𝗿𝗶𝗮 é 𝘂𝗺𝗮 𝗮𝗹𝗺𝗼𝗳𝗮𝗱𝗮; 𝗼 𝗳𝗿𝗮𝗰𝗮𝘀𝘀𝗼 é 𝗮 𝗽𝗲𝗱𝗿𝗮 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗼 𝘀𝗮𝗽𝗮𝘁𝗼. É 𝗲𝗹𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗼𝗯𝗿𝗶𝗴𝗮 𝗮 𝗮𝗻𝗱𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮 𝗺𝗮𝗻𝗲𝗶𝗿𝗮, 𝗮 𝗿𝗲𝗽𝗮𝗿𝗮𝗿, 𝗮 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗿 𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼, 𝗮 𝗽𝗲𝗿𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮 𝘁𝗲𝗺 𝗱𝗲 𝗺𝘂𝗱𝗮𝗿.”
Neste ponto, a publicação deixa de ser apenas uma reação ao resultado. Passa a ser uma reflexão sobre competição, ambição e aprendizagem.
“É dela que nascem os campeões”
Pedro Chagas Freitas foi ainda mais longe e defendeu que o desconforto pode ter uma dimensão formadora. Para o escritor, os campeões não nascem da facilidade.
“𝗢 𝗳𝗿𝗮𝗰𝗮𝘀𝘀𝗼 𝘁𝗲𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗲𝘀𝗽é𝗰𝗶𝗲 𝗱𝗲 𝗯𝗲𝗹𝗲𝘇𝗮. É 𝘂𝗺𝗮 𝗯𝗲𝗹𝗲𝘇𝗮 á𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮. É 𝗱𝗲𝗹𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗲𝗺 𝗼𝘀 𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲õ𝗲𝘀.”
A seguir, o autor reforçou a ideia com uma sequência de frases sobre a origem dos grandes vencedores.
“𝗡ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲ç𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲õ𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗮𝗺 𝘃𝗶𝗻𝗱𝗼 𝗱𝗮 𝘃𝗶𝘁ó𝗿𝗶𝗮.”
“𝗖𝗼𝗻𝗵𝗲ç𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲õ𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗮 𝗵𝘂𝗺𝗶𝗹𝗵𝗮çã𝗼.”
“𝗖𝗼𝗻𝗵𝗲ç𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲õ𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗼 𝗲𝗿𝗿𝗼.”
“𝗖𝗼𝗻𝗵𝗲ç𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲õ𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗼 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗻𝗳𝗼𝗿𝘁𝗼.”
“𝗖𝗼𝗻𝗵𝗲ç𝗼 𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲õ𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗮 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝗿𝗮𝗺 𝗱𝗼𝗿𝗺𝗶𝗿.”
Desta forma, o empate com o Congo é apresentado como uma ferida útil. Não resolve nada, mas pode obrigar a Seleção Nacional a olhar para dentro.
Um início antes da arrogância
Na leitura de Pedro Chagas Freitas, o momento negativo chegou na altura certa. O escritor considera que o empate apareceu antes de uma possível sensação de superioridade.
“É 𝗽𝗼𝗿 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗷𝗼𝗴𝗼 𝗳𝗼𝗶 𝘂𝗺 𝗯𝗼𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗲ç𝗼.”
Depois, pediu que a equipa não tente fugir ao resultado. Pelo contrário, deve observá-lo e usá-lo.
“𝗡ã𝗼 𝗳𝘂𝗷𝗮𝗺 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗲𝗺𝗽𝗮𝘁𝗲. 𝗙𝗶𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗹á: 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲𝗹𝗲. 𝗢𝗹𝗵𝗲𝗺 𝗯𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗲𝗹𝗲. 𝗩𝗲𝗶𝗼 𝗻𝗮 𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗰𝗲𝗿𝘁𝗮. 𝗩𝗲𝗶𝗼 𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗮𝗿𝗿𝗼𝗴â𝗻𝗰𝗶𝗮, 𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝘂𝗽𝗶𝗱𝗲𝘇 𝗱𝗲 𝗮𝗰𝗵𝗮𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝘁𝗮𝗹𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗮.”
A mensagem funciona como aviso à Seleção. O talento pode não bastar, sobretudo num Mundial, onde cada detalhe pesa.
O empate como memória obrigatória
Na parte final do texto, Pedro Chagas Freitas deixou uma imagem forte para o balneário português. Para o escritor, este empate deve ficar visível e servir de lembrete.
“𝗘𝗺𝗼𝗹𝗱𝘂𝗿𝗲𝗺 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗲𝗺𝗽𝗮𝘁𝗲.”
“𝗜𝗺𝗽𝗿𝗶𝗺𝗮𝗺-𝗻𝗼, 𝗽𝗼𝗻𝗵𝗮𝗺-𝗻𝗼 𝗻𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗲𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗯𝗮𝗹𝗻𝗲á𝗿𝗶𝗼, 𝗼𝗹𝗵𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗲𝗹𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀, 𝘂𝘀𝗲𝗺-𝗻𝗼.”
Depois, voltou à ideia inicial: o fracasso não deve ser recusado. Deve ser aproveitado enquanto ainda pode transformar alguma coisa.
“𝗔𝗽𝗿𝗼𝘃𝗲𝗶𝘁𝗲𝗺 𝗯𝗲𝗺 𝗼 𝗳𝗿𝗮𝗰𝗮𝘀𝘀𝗼.”
“𝗤𝘂𝗲𝗺 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮 𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗮 𝗳𝘂𝗴𝗶𝗿 𝗱𝗲𝗹𝗲 𝗮𝗰𝗮𝗯𝗮 𝗱𝗼𝗺𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗲𝗹𝗲.”
Por fim, Pedro Chagas Freitas encerrou com uma frase que resume o sentido da publicação.
“𝗢 𝗳𝗿𝗮𝗰𝗮𝘀𝘀𝗼 é 𝘂𝗺 𝗯𝗼𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗲ç𝗼. 𝗔𝗴𝗼𝗿𝗮 𝘀ó 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿 𝗼 𝗿𝗲𝘀𝘁𝗼.”
“𝗔𝗯𝗿𝗮ç𝗼,
𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼”
Veja a publicação AQUI.

