Pedro Chagas Freitas sobre Dulce Pontes: “Portugal não sabe cuidar dos seus maiores tesouros”

Pedro Chagas Freitas sobre Dulce Pontes: “Portugal não sabe cuidar dos seus maiores tesouros”, considerou o escritor.

Escritor deixa apelo emotivo nas redes sociais

Esta semana, Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para homenagear Dulce Pontes, numa publicação que rapidamente despertou reações entre os seguidores. O escritor lamentou a falta de reconhecimento dado à artista, apesar da sua importância cultural e emocional para o país.

“Temos de tratar melhor quem nos dá beleza. A Dulce Pontes devia ser celebrada. Não é”, escreveu, apontando a falta de visibilidade da cantora nos meios mais populares.


Fora das modas, mas cheia de autenticidade

Segundo Pedro, Dulce Pontes não segue as tendências do momento nem se rende à superficialidade. “Não é ‘comercial’, não faz colaborações com os DJs do momento, não aparece nos programas certos”, realçou, acrescentando ainda que “não serve para vender ténis, nem apps, nem slogans vazios sobre ‘ser autêntico’”.

Pelo contrário, para o escritor, a artista representa o oposto da lógica comercial. “A Dulce é autêntica. Isso não se vende; isso é uma dádiva”, sublinhou.

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Uma artista que não cabe em moldes

Na mesma reflexão, Pedro Chagas Freitas elogia a singularidade de Dulce Pontes. “A Dulce não cabe em moldes de plástico. É o fundo do poço e o céu aberto ao mesmo tempo”, escreveu, sugerindo que a cantora representa algo raro e essencial num tempo marcado por superficialidade.

Num tom crítico, o autor acrescentou: “Não é ela que está fora do tempo; somos nós que estamos fora de tudo”.


Um apelo à valorização de quem faz a diferença

Mais à frente, Pedro faz um apelo direto aos leitores, pedindo que prestem atenção à cantora. “Procurem-na. Ouçam-na. Vão atrás. Mostrem-lhe que estamos aqui”, desafiou, realçando a importância de reconhecer o valor daqueles que mantêm a arte viva com verdade.

“Ela é profundamente humana. O que é humano precisa de ser amado para não morrer à fome”, concluiu, num apelo emocionado.

Foto: D.R. / Facebook de Pedro Chagas Freitas

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