Pedro Chagas Freitas: “Tenho algum asco de quem se sente melhor do que os outros”, assinalou o escritor.
Texto íntimo marca publicação nas redes sociais
Hoje, 22 de janeiro, Pedro Chagas Freitas voltou a usar as redes sociais para divulgar um texto profundamente pessoal. A publicação afasta-se de qualquer tom moralista e assume-se como um exercício de honestidade sobre fragilidade, contradição e autoaceitação.
Entre a fraqueza e a força
Logo nas primeiras linhas, o escritor recusa definições rígidas sobre si próprio. No texto, confessa:
“Não faço ideia de quem sou. Sou uma desgraça às vezes, um fraquinho desgraçado às vezes; outras vezes sou indestrutível, um poço de virtudes.”
Segundo Pedro Chagas Freitas, a idade e a dor trouxeram uma nova forma de estar, mais leve e menos preocupada com rótulos. Como escreve:
“Não quero saber de me definir. Quero saber de me sentir.”
O erro como parte do caminho
Ao longo da reflexão, o autor assume o erro como elemento inevitável da condição humana. Reconhece falhas, pede desculpa e sublinha que muito do que somos acontece sem intenção. Nesse sentido, afirma:
“Somos também o que somos sem querer.”
Mais à frente, reforça a rejeição de qualquer posição de superioridade moral:
“Não sou pregador da moral, Deus me livre. Não sou guru, Deus me livre. Não sou exemplo de nada, Deus me livre.”
Contra a perfeição e os falsos modelos
Por outro lado, Pedro Chagas Freitas mostra desconforto com discursos de perfeição e superioridade. O escritor não esconde o incómodo perante quem se coloca acima dos outros:
“Tenho algum asco de quem se sente melhor do que os outros, de quem se sente capaz de conduzir os outros.”
Sobre si próprio, assume imperfeição e esforço contínuo:
“Eu faço merda com grande regularidade, e tento com ainda maior regularidade perdoar-me dela e sobretudo deixar de a fazer.”
Tentar ser como forma de existir
Mais do que uma definição fechada, o texto propõe o esforço como identidade possível. Pedro Chagas Freitas escreve:
“Sou o que tento ser. O resto é uma malha de contradições.”
Entre momentos de riso e sofrimento, o autor conclui que aceitar quem se é pode ser um gesto de liberdade:
“Sou o que não sei que sou. Não faço ideia de quem sou. Deve ser isso a liberdade.”
Ligação à obra literária
A publicação termina com a referência ao livro O Hospital de Alfaces, atualmente disponível em hipermercados e livrarias. O texto reflete o tom confessional e humano que caracteriza a escrita do autor, reforçando a ligação entre a sua presença digital e a obra literária.
Veja a publicação AQUI.
