Pedro Proença: “Liga estava em insolvência técnica e conseguiu dar a volta”, referiu.

O Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, encerrou a sessão da manhã do segundo dia do Thinking Football Summit no TFS Stage. Com várias figuras ilustres numa plateia cheia, marcaram presença na assistência Presidentes de Sociedades Desportivas e vários Presidentes de Associações Distritais e Regionais, entre outras figuras.
O líder da Liga Portugal começou por destacar o enorme sucesso do Thinking Football Summit, tratando-se de um “modelo disruptivo, porque é um conceito inovador”. “Sabíamos que quando este conceito fosse lançado, os portugueses iam abraçá-lo, porque nós temos o futebol no sangue”, enalteceu Pedro Proença.
A cumprir o oitavo ano à frente dos destinos do Futebol Profissional em Portugal, destacou “um primeiro mandato de criação de sustentabilidade”, no que caracterizou como “quatro anos muito difíceis”. Seguiram-se quatro anos “de consolidação financeira”. “A Liga estava em insolvência técnica e conseguiu dar a volta”, destacou o Presidente da Liga Portugal, concluindo com as ambições para aquele que será o seu último mandato.
“O terceiro mandato será de afirmação enquanto marca, a marca do Futebol Português. Vamos fazer o que já devia ter sido feito há 20 anos. Internacionalizar uma marca, centralizar os direitos audiovisuais, consolidar o nosso posicionamento com algo fundamental para nós: trabalhar para o adepto. Têm de ser a centralidade do nosso discurso. O futebol é uma atividade de entretenimento, que compete com as outras. Temos de perceber que o perfil de consumidor de futebol se alterou. No processo pós-pandémico, a forma como os jovens consomem futebol é diferente. Não entender isto é não revitalizar a indústria. A nós, dirigentes, cabe-nos essa função”, disse.
O mote da Liga Portugal para a temporada 2023-24, “O Futebol és Tu!”, foi clarificado pelo líder do Futebol Profissional, abordando a relevância de colocar o Adepto no centro de todas as decisões. “O adepto hoje vive de experiências. Se não criarmos uma experiência diferente para o nosso adepto, não estará a consumir ou a querer consumir futebol. O futebol não pode ser um produto caro. O que fizemos, foi relacionar-nos com o que as marcas nos podem aportar. Esta campanha com o Continente possibilitou colocar no mercado os bilhetes a 50% do seu valor e conseguimos também na Allianz Cup reduzir em 50%. Outra medida foi não termos jogos a começarem depois das 20h45. Os dados da quarta jornada são demolidores. Duplicamos em tempo homólogo as assistências nos estádios. O objetivo deste ano é ultrapassar a fasquia de 4,7 milhões de adeptos nos estádios e isso vai ser claramente conseguido. Temos de criar boas e melhores experiências para o adepto”, assumiu.
Sobre a Centralização de Direitos Audiovisuais, Pedro Proença começou por dizer que “Portugal está 20 anos atrasado nesta matéria”. “Há essa vontade de perceber quanto é que o modelo pode criar em termos de valor para os clubes. A mim preocupa-me o que temos perdido de qualidade por não estar centralizado. O que vamos conseguir, a principal vantagem, é a qualidade do produto que vamos entregar, na melhor experiência para o adepto”, explicou, reforçando que “com os valores atuais, nenhum clube vai perder com este modelo”.
“Se no primeiro ciclo isso é assegurado, nos outros vamos criar riqueza para os clubes. Tem-se falado sobre a perda de mercado de direitos internacionais. Isso acontece porque este modelo não está centralizado”, vincou.
O Presidente da Liga Portugal abordou também a posição de Portugal no ranking da UEFA, lembrando a diferença de pontuação entre as várias competições europeias, reforçando, contudo, que o nosso País tem, pelo terceiro ano consecutivo, três equipas na Fase de Grupo da Liga dos Campeões.
Falou, ainda, sobre os elevados custos de contexto da indústria do Futebol em Portugal, nomeadamente no que diz respeito ao IVA da bilhética e às taxas de IRS e IRC, elogiando, ainda assim, as recentes alterações no que aos seguros desportivos diz respeito.
“Deixo uma palavra de muita positividade. é evidente que não estamos satisfeitos com o momento que estamos a atravessar, mas deixo uma mensagem de onde estamos e para onde vamos. O adepto é fundamental para virar esta página. Há um conjunto de dirigentes, clubes e adeptos novos que já não aceitam determinados tipos de comportamentos. A marca Liga Portugal é uma marca vencedora. Peço que as pessoas acreditem no que está a ser feito. É um projeto sustentável e que vai levar ao sucesso, porque somos a Liga do talento”, finalizou.
Texto e Foto: Liga Portugal
