Portugal perdeu um dos seus maiores”: José Pedro Aguiar-Branco presta homenagem emocionada a Francisco Pinto Balsemão, nas redes.
Presidente da Assembleia da República recorda o fundador do Expresso e da SIC como “um homem que nunca se resignou”
Um dia após a morte de Francisco Pinto Balsemão, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, deixou uma sentida homenagem ao fundador da SIC e do semanário Expresso. O político partilhou nas redes sociais o texto que pretendia ler no plenário, entretanto cancelado, acompanhado por uma fotografia antiga onde surge ao lado de Balsemão.
Logo no início da mensagem, Aguiar-Branco lamenta a perda e enaltece o papel do empresário e antigo primeiro-ministro. “Ontem, Portugal perdeu um dos seus maiores.”, escreveu, sublinhando a multiplicidade de dimensões que marcaram a vida do fundador do Grupo Impresa.
“Era, em tudo, a mesma pessoa”
O presidente da Assembleia destacou a coerência e integridade de Francisco Pinto Balsemão ao longo de uma vida multifacetada, que cruzou o jornalismo, a política e o empreendedorismo.
“Ouviremos falar, nos próximos dias, das diferentes dimensões da sua vida: o jornalista, o empresário, o político. Mas o que mais importa sublinhar, neste dia, é quanto todas estas dimensões estavam unidas.”, escreveu.
De seguida, Aguiar-Branco reforçou o traço comum a todas as fases da vida de Balsemão: “Tudo o que fez, foi com o mesmo propósito. Era, em tudo, a mesma pessoa.”
O político recordou ainda alguns dos marcos mais relevantes da carreira do fundador da SIC e do Expresso:
“Na bancada da Ala Liberal, ou na criação da SEDES. No lançamento do Expresso, ou na fundação do PPD. Nos Governos que liderou e na revisão constitucional que propôs. Na fundação da primeira televisão privada, ou na conceção do Prémio Pessoa.”
“Queria um país livre, moderno, democrático e europeu”
José Pedro Aguiar-Branco fez questão de destacar o ideal de país que guiou toda a trajetória de Francisco Pinto Balsemão.
“Francisco Pinto Balsemão sabia o que queria: um país livre, moderno, democrático, europeu. E tudo o que fez, foi para alcançar esses objetivos.”, recordou.
O presidente da Assembleia da República descreveu-o ainda como um homem de ação e de visão, que marcou várias gerações de portugueses.
“Um homem que teve tudo. Que foi quase tudo o que se pode ser em democracia. Mas que nunca se resignou. Nunca deixou de inovar e de arriscar.”
“O país que hoje somos deve muito a Francisco Pinto Balsemão”
Na parte final da homenagem, José Pedro Aguiar-Branco sublinhou o impacto profundo que o legado de Balsemão teve na história contemporânea de Portugal.
“O país que hoje somos deve muito a Francisco Pinto Balsemão. E se hoje aqui estamos, também a ele o devemos.”, concluiu, numa mensagem que rapidamente se tornou viral pelas palavras de reconhecimento e respeito.
Uma despedida marcada por unanimidade
A morte de Francisco Pinto Balsemão, aos 88 anos, gerou um coro de homenagens de diferentes quadrantes políticos, culturais e mediáticos. O antigo primeiro-ministro, empresário e fundador da SIC e do Expresso é amplamente reconhecido como uma das figuras mais influentes da democracia portuguesa, tendo deixado uma marca indelével no jornalismo e na televisão.
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