Procura por casa para comprar em Portugal dispara 150,4% e Porto ganha peso no mercado, revelou o Imovirtual.
A procura por casas para compra em Portugal voltou a acelerar de forma expressiva. Segundo um comunicado de imprensa do Imovirtual, as pesquisas por apartamentos e moradias cresceram 150,4% entre fevereiro e abril de 2026, face ao mesmo período do ano anterior.
Os dados apontam para um mercado mais competitivo, mais dinâmico e com sinais claros de mudança nas preferências dos compradores.
Março foi o mês com maior procura
De acordo com o comunicado, o crescimento manteve-se consistente ao longo dos três meses analisados.
Março foi o mês com maior intensidade, ao concentrar 38,4% da procura trimestral de 2026. Em termos homólogos, registou uma subida de 173,5%.
Além disso, fevereiro representou 34,1% do total, com um crescimento de 162,6%. Já abril fechou o trimestre com 27,5% da procura e uma subida de 113,0%.
Lisboa lidera, mas Porto reforça posição
Apesar da maior dispersão geográfica, Lisboa continua a liderar a procura nacional. O distrito concentrou 23,2% das pesquisas em 2026.
Logo depois surge o Porto, com 21,0% da procura. Contudo, é precisamente o distrito do Porto que regista o maior aumento entre os grandes centros.
Segundo o Imovirtual, o Porto passou de 19,5% para 21,0% da procura nacional. Além disso, registou um crescimento homólogo de 170,8% no número de pesquisas.
Este desempenho reforça a relevância crescente da área metropolitana do Porto no mercado imobiliário português.
Vila Nova de Gaia é o concelho mais procurado
Ao nível dos concelhos, a procura mostra uma distribuição alargada. Vila Nova de Gaia lidera o país, com 5,37% do total nacional.
Lisboa surge muito próxima, com 4,97%, seguida de Sintra, com 4,28%.
Entretanto, o concelho do Porto destaca-se pelo maior crescimento entre os principais concelhos analisados. As pesquisas aumentaram 214,6% face ao mesmo período do ano anterior.
Compradores procuram novas geografias
No comunicado, Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, considera que os dados confirmam a força atual do mercado.
“𝗢 𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗲𝘅𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮 𝗺𝗼𝘀𝘁𝗿𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮 𝗯𝗮𝘀𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗶𝗻â𝗺𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗲𝘀𝘁ã𝗼 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝘃𝗲𝘇 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝘁𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗮 𝗼𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗴𝗲𝗼𝗴𝗿𝗮𝗳𝗶𝗮𝘀. 𝗔𝗽𝗲𝘀𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮 𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗻𝘁𝗲𝗿𝗲𝗺 𝘂𝗺 𝗽𝗲𝘀𝗼 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗿𝗲𝗹𝗲𝘃𝗮𝗻𝘁𝗲, 𝘃𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗻𝗼𝘃𝗮𝘀 𝘇𝗼𝗻𝗮𝘀 𝗮 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮𝗿 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮𝗾𝘂𝗲 𝗲 𝘂𝗺 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗽𝗼𝗿 𝘁𝗶𝗽𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮𝘀 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿𝗲𝘀, 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗮ç𝗼, 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗲 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮𝗺 𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗽𝗿𝗶𝗼𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗶𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗻𝗮 𝗱𝗲𝗰𝗶𝘀ã𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗮. 𝗔𝗼 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼, 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗮𝗰𝗲𝗹𝗲𝗿𝗮çã𝗼 𝗱𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮 𝗼 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗲𝘁𝗶𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗲 𝗲𝘅𝗶𝗴𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿 𝗿𝗮𝗽𝗶𝗱𝗲𝘇 𝗲 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗰𝗶𝘀ã𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀”, afirma Sylvia Bozzo.
Mafra, Valongo e Guimarães crescem acima da média
Para além dos grandes centros urbanos, o Imovirtual identifica crescimentos fortes em concelhos com perfis diferentes.
Mafra lidera essa lista, com uma subida de 234,7%. Seguem-se Valongo, com 192,5%, Guimarães, com 191,9%, Matosinhos, com 185,7%, e Cascais, com 171,6%.
Assim, a procura continua concentrada em zonas de grande peso urbano. No entanto, há também uma procura crescente por alternativas fora dos territórios tradicionalmente mais procurados.
Preço médio procurado sobe para 301.014 euros
O aumento da procura foi acompanhado por uma subida do preço médio pesquisado.
Segundo o comunicado, o valor passou de 291.750 euros em 2025 para 301.014 euros em 2026. A variação representa um crescimento de 3,2%.
Ainda assim, existem diferenças relevantes entre concelhos. Vila Nova de Gaia é um dos casos mais expressivos, ao juntar a maior quota de procura ao maior crescimento do preço médio procurado.
No concelho, o valor passou de 439.569 euros para 651.654 euros, uma subida de 48,2%.
Gaia, Porto, Braga, Gondomar e Loures com fortes subidas
Também o Porto registou uma subida significativa no preço médio procurado. O valor passou de 535.276 euros para 679.762 euros, o que representa um aumento de 27,0%.
Além disso, Braga passou de 334.892 euros para 464.341 euros, subindo 38,7%.
Gondomar avançou de 306.477 euros para 440.354 euros, com uma variação de 43,7%. Já Loures passou de 322.826 euros para 454.369 euros, crescendo 40,7%.
Em sentido contrário, a Amadora registou a maior descida entre os principais concelhos. O preço médio procurado caiu de 491.356 euros para 404.187 euros, uma descida de 17,7%.
Segundo o comunicado, este movimento sugere um reajuste das expectativas dos compradores perante o atual contexto de mercado.
T4 e T3 lideram preferências dos compradores
Os dados mostram ainda uma concentração clara nas tipologias familiares.
Em 2026, os T4 representam 15,7% da procura e os T3 somam 15,4%. Na prática, estas duas tipologias surgem praticamente empatadas como as mais procuradas.
Além disso, os T4 registaram o maior crescimento homólogo entre as tipologias principais, com uma subida de 306,9%. Já os T3 cresceram 184,3%.
Os T2 representam 9,1% da procura total e aumentaram 252,5%, reforçando a procura por soluções intermédias.
T1 crescem muito, mas ainda têm pouco peso
Os T5+ perderam peso relativo na procura, passando de 13,0% para 5,7%. Ainda assim, continuaram a crescer em volume.
Por outro lado, os T1 representam apenas 1,6% da procura total. Mesmo com esse peso reduzido, registaram um crescimento expressivo de 325,0%.
Esta evolução mostra que o interesse por casas mais pequenas também aumentou. Contudo, o mercado continua fortemente orientado para tipologias com mais espaço.
Mercado mais competitivo e mais diversificado
No conjunto, o comunicado do Imovirtual aponta para um mercado de compra mais competitivo, dinâmico e geograficamente diversificado.
Os compradores continuam a valorizar espaço, conforto e qualidade de vida. Porém, mostram também maior abertura a novas localizações e alternativas fora dos grandes centros tradicionais.
Com a procura a subir 150,4% em apenas um ano, a rapidez na decisão torna-se cada vez mais determinante para quem procura comprar casa em Portugal.


