ProfJam com noite de êxtase, barulho e aclamação no Coliseu dos Recreios

ProfJam com noite de êxtase, barulho e aclamação no Coliseu dos Recreios

ProfJam com noite de êxtase, barulho e aclamação no Coliseu dos Recreios, ontem, 25 de Março.

Na passada sexta-feira, 25 de Março, o Coliseu dos Recreios, em Lisboa encheu-se de público para receber ProfJam. Inicialmente marcado para as 21:30, o espectáculo começou pelas 21:45, com a introdução a cargo do DJ Marinho. Porém, a entrada de ProfJam concretizou-se apenas pelas 22:15, mas sem qualquer aviso prévio de uma introdução.

Enfim, foi para a malta se adaptar a ter 5.000 pessoas em seu redor e estar sem máscara.

Nesta noite em que juventude, irreverência e boa vibe eram as palavras de ordem, coexistiam nesta sala jovens dos vários extratos sociais, géneros e “estilos”, para ouvir o artista PROFJAM, o que demonstra a grandeza e capacidade de extensão ao mais variado público.

Com a plateia a abarrotar de público, camarotes recheados, ProfJam conseguiu uma extraordinária entrada de público na sala lisboeta.

Este artista alternativo do panorama português, que conjuga Hip Pop com pop, apresentou aqui a celebração do seu álbum MIXTAKES, datado de 2016.

Este álbum que nasceu de um trocadilho entre mixtape, mistakes e mixed takes, uma espécie de trindade.

A tape aborda a escuridão e a luz, o yin e o yang, a dualidade do ser. É em si mesma uma viagem sonora e poética de que ProfJam muito se orgulha de ter criado. Concebida praticamente toda em Londres, onde vivia na altura, tem uma sonoridade que vem de um registo mais clássico, que transmite, a quem ouve, uma ideia de tranquilidade e uma vibe relaxante.

Abriu a casa ao som de “Festa Privada” e seguiu o alinhamento do álbum ali celebrado.

Sendo que, logo desde a primeira música, o público esteve permanentemente em êxtase o que adensou uma entrada em palco de estrondo.

Prosseguiu cantando todo o alinhamento do seu álbum Mistakes, nomeadamente “Hustle”, “Divisões, “4 elementos”, “Dope”, “Lodi Dodi”, “Além”, “Sinestesia”, “Espectro” , nesta primeira parte sempre sem grande necessidade de excessos da parte do artista, o público acompanhou e desfrutou alto e bom som do que foi apresentado em palco, fluindo a boa “vibe” que o artista tanto prometeu para esta comemoração dos famigerados 6 anos do Mistakes.

Na segunda parte do concerto, foi literalmente a dar tudo, total fusão entre público e artista, músicas consecutivas com todo o coliseu a acompanhar a palavra do artista e a desfrutar da “vibe” até à última rima, até à última gota de cerveja ou quiçá bafo….

Ouvimos ainda nesta segunda parte: “ Bane”, “Trigo Limpo”, “Limpa Fundos”, “Mikado”, “Lo Fi”, “Baudelaire”, “Queq Queres”, “David” e fechou o concerto com estrondo, barulho, intensidade e coerência.

No geral, foi um concerto muito bem conseguido, na linha do prometido e do expectável pelo público. Nota ainda para o público masculino a marcar a primeira fila e a puxar e a desfrutar juntamente com o artista.

Este alinhamento não é novidade e os “fãs” já acompanham e sabem, de antemão as dinâmicas do espectáculo, acompanhando e permitindo uma fusão entre artista e público arrepiante .

Confesso, não ser o estilo musical que mais acompanho e tão pouco aprecio, mas as boas performances em palco não escolhem géneros. Muito bom!

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