Raul Minh’Alma deixa mensagem emocionada a Leiria após tempestade Kristin: “estou devastado com estas imagens”, disse.
Autor manifesta solidariedade e garante apoio às populações afetadas pelo mau tempo
A passagem da depressão Kristin continua a provocar reações por todo o país. Desta vez, a voz de apoio surgiu nas redes sociais através de Raul Minh’Alma.
O escritor, que mantém uma ligação frequente à cidade de Leiria, partilhou uma mensagem dirigida diretamente à população. O tom é de tristeza, mas também de esperança e união.
Logo no início, assumiu o impacto das imagens que circularam nos últimos dias:
“Querida Leiria, estou devastado com estas imagens. Ver esta terra, que sempre me recebeu tão bem e que é paragem obrigatória em cada novo livro que lance, neste estado, parte-me o coração.”
Confiança na força da comunidade
Ainda assim, o autor acredita na capacidade de recuperação da cidade. Para Raul Minh’Alma, a resposta passa pela entreajuda.
Nesse sentido, reforçou:
“Não tenho dúvidas de que se vão entreajudar como irmãos e reerguerem-se em breve.”
Além disso, deixou um apelo direto à resistência emocional. A mensagem convida a não ceder ao desânimo, mesmo perante a destruição causada pelo mau tempo.
Como escreveu:
“Peço-vos, por isso, que não deixem o desalento entrar. Sacudam-no com mais força do que aquele maldito vento e continuem a caminhar. São horas de apanhar os cacos, de limpar as lágrimas e de fazer, uma vez mais, poesia com a dor. Mais depressa do que pensam, tudo ficará bem.”
Disponibilidade para ajudar
Por outro lado, o escritor fez questão de sublinhar que as palavras não são apenas simbólicas. Demonstrou abertura para colaborar, mesmo à distância.
Assim, garantiu:
“E como não quero que estas palavras sejam levadas pelo vento, se entenderem que eu possa contribuir de alguma forma, mesmo à distância, estarei disponível.”
Mensagem estende-se a outras regiões
Por fim, Raul Minh’Alma alargou a solidariedade a todas as localidades afetadas pelas condições meteorológicas adversas.
A publicação termina com uma nota de fé e compromisso:
“O que digo para Leiria, digo para qualquer outra terra que esteja a sofrer com o mau tempo. As minhas mãos são poucas, mas a minha fé é grande.”
Deste modo, a mensagem transforma-se num gesto de proximidade. Entre dor e esperança, o autor recorda que a reconstrução também se faz de palavras e de comunidade.
Veja a publicação AQUI.
