Rebeca esclarece problema de saúde: “não é cancro”, explicando qual a cirurgia que teve de fazer e o sintoma.
Rebeca, uma das vozes mais acarinhadas da música portuguesa, anunciou esta terça-feira que irá suspender toda a sua agenda de espetáculos durante o mês de junho. A decisão, difícil mas inevitável, surge após nova intervenção médica e foi comunicada aos fãs através de um comunicado emotivo.
“É com tristeza que vos comunico que, por impreterível indicação médica, não poderei estar presente nos concertos agendados para este mês.”, começou por explicar a artista nas redes sociais. “Esta ausência, que tanto me custa, não é uma escolha, mas sim uma necessidade de saúde que não posso ignorar.”
Nos últimos meses, Rebeca tem travado uma batalha com uma condição ginecológica chamada adenomiose — uma doença benigna, mas bastante incapacitante. Já havia sido submetida a um primeiro procedimento, que não surtiu o efeito desejado.
“Após uma primeira tentativa de tratamento através de uma ressectoscopia, sem os resultados esperados, foi agora recomendada uma intervenção cirúrgica definitiva – uma histerectomia com ooforectomia – como única alternativa possível para garantir a minha recuperação.”
A cantora fez questão de esclarecer que, apesar da gravidade da situação, não se trata de uma doença oncológica. “Quero deixar claro que não se trata de cancro. A prioridade, neste momento, tem mesmo de ser a saúde.”
Com a voz firme e um tom de gratidão, Rebeca deixou uma palavra de carinho a todos os que a seguem. “Agradeço profundamente a vossa compreensão e carinho – é isso que me dará forças para voltar em breve com toda a energia, entrega e paixão que levo sempre para o palco.”
Apesar da pausa forçada, a intérprete promete regressar em breve. “Contem com o meu REGRESSO já no próximo mês de JULHO de 2025.”
Afinal, o que é a adenomiose?
De acordo com a CUF, a adenomiose uterina é uma condição em que o tecido que normalmente reveste o interior do útero (endométrio) invade a camada muscular do órgão. O resultado é um útero aumentado, espesso e muitas vezes doloroso.
“É como se o útero começasse a perder a sua arquitetura original”, explicam os especialistas da CUF. Entre os sintomas mais frequentes destacam-se as menstruações longas e intensas, dores fortes durante o período, desconforto nas relações sexuais e, em casos mais graves, dor pélvica constante.
Embora não seja uma doença maligna, a adenomiose pode comprometer seriamente a qualidade de vida e, em alguns casos, interferir na fertilidade. O diagnóstico precoce é essencial. “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as possibilidades de controlo dos sintomas e de preservação da fertilidade”, alerta ainda o mesmo artigo.





