Reportagem: Marítimo dominou, Casa Pia venceu

Reportagem: Marítimo dominou, Casa Pia venceu, no Jamor.

Reportagem: Marítimo dominou, Casa Pia venceu

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Diogo Nora

Equipas Titulares

Casa Pia: Ricardo Batista; João Nunes, Vasco Fernandes, Zolotic; Derick Poloni, Taira (Cuca, 76), Beni, Leonardo Lelo; Godwin (Rafael Martins, 76), Felippe (Clayton, 54) e Soma (Romário Baró, 66).

Marítimo: Marcelo Carné; Cláudio Winck (Paulinho, 81), Zainadine, René Santos, Vítor Costa; Beltrame (Rafael Brito, 58), Val Soares (Edgar Costa, 77); Xadas, Pablo Moreno (Liza, 45), Léo Pereira (Félix Correia, 58); Bryan Riascos.

Suplentes

Casa Pia: Lucas Paes, Diogo Pinto, Rafael Martins, Tchamba, Fernando Varela, Cuca, Romário Baró, Kiki, Clayton.

Marítimo: Makaridze, Moisés Mosquera, Matheus, Rafael Brito, Edgar Costa, Felix, Paulinho, Liza e China.

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Casa Pia e Marítimo defrontaram no Estádio do Jamor, em tarde soalheira e convidativa a futebol em família. Destaque-se a centena e meia de insulares que se deslocaram ao continente para apoiar o Marítimo que está em lugar de risco na tabela classificativa.

Os minutos iniciais da primeira parte foram de futebol aberto, de parte a parte, com ambas as equipas a tentarem chegar às balizas adversárias, com alguns remates perigosos que animaram o público.

O Marítimo, a precisar de pontos como de pão para a boca, não se encolheu e Beltrame testou os reflexos de Ricardo Batista que respondeu com uma grande defesa para canto.

Ambas as equipas foram apostando amiúde em passes logos, de forma a explorar a profundidade, obrigando as linhas defensivas a atenções redobradas para não serem apanhadas em contrapé.

O Marítimo teve algum ascendente e maior volume ofensivo, mas o Casa Pia soube defender-se e quando teve oportunidade respondeu bem.

Primeiro num remate perigoso de Soma, defendido por Marcelo Carné. Depois, a abrir o marcador, com Felippe, a aproveitar um erro defensivo individual de Vítor Costa, com o defesa a fazer um passe atrasado para o guarda-redes, mas que Felippe aproveitou para isolar-se, desviar-se do guarda-redes e atirar para a baliza.

A primeira parte terminou com vantagem para o Casa Pia, 1-0, que foi mais eficaz, apesar do Marítimo ter tido mais de 60% de posse de bola e ter maior domínio.

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A segunda parte abriu com o segundo golo do Casa Pia, aos 50 minutos, através de uma excelente jogada colectiva, pela direita, com Felippe a bisar no encontro.

Jogada muito interessante entre Beni, Lelo e Godwin, com este a desmarcar Beni, que cruzou para Felippe cabecear para o fundo da baliza.

A segunda parte manteve o ritmo da primeira, com ambas as equipas a quererem atacar, mas há que destacar a personalidade e identidade de cada uma delas, com a equipa insular a não desistir de lutar pelo resultado, somando várias oportunidades para marcar.

O desperdício do Marítimo foi em parte o culpado pelo diferencial no marcador, com o Casa Pia a ser mais efectivo nas oportunidades criadas.

A situação piorou para a equipa insular com a expulsão de René Santos aos 86 minutos, com vermelho directo.

Vitória do Casa Pia por 2-0, na qual o pragmatismo saiu triunfador perante o domínio.

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Árbitro: António Nobre
Árbitros Assistentes: Nélson Pereira e José Mira
4º Árbitro: Diogo Rosa
VAR: Vasco Santos
AVAR: Carlos Campos

Assistência: 2432 espectadores

Disciplina: Cartão Amarelo a Ricardo Batista (90+2) e Clayton (90+3). Cartão vermelho a René Santos (86).

Golos: Felippe (41, 50)

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Rui Lavrador
Rui Lavradorhttp://www.infocul.pt
Jornalista e Director Infocul.pt

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