Rosa Bela denuncia falha grave no acesso a ambulâncias após levar Carlos Areia ao hospital com o tornozelo partido, nas redes sociais.
Rosa Bela recorreu às redes sociais para relatar um episódio que viveu recentemente com o marido, o ator Carlos Areia, de 81 anos. O artista partiu o tornozelo e, diante da ausência de ambulâncias disponíveis, a atriz acabou por transportá-lo no próprio carro até ao hospital.
“Transportei o meu marido no nosso próprio carro”
Numa publicação emotiva, Rosa Bela descreveu o momento de aflição e criticou a incapacidade do sistema de emergência em dar resposta a situações urgentes.
A atriz escreveu:
“Não sei onde isto vai parar! Transportei o meu marido no nosso próprio carro, porque não havia ambulâncias disponíveis. Ele estava com o tornozelo partido, em dor extrema, e mesmo assim tivemos de nos desenrascar sozinhos.”
Segundo a artista, o cenário vivido por Carlos Areia expõe um problema que pode ser ainda mais grave para quem enfrenta situações de risco iminente.
“Vidas que dependem de minutos”
Além disso, Rosa Bela sublinhou que o caso do marido não é um episódio isolado e alertou para o impacto que a falta de meios pode ter em situações críticas como AVC, enfartes ou emergências pediátricas.
Na mesma publicação, questionou:
“E penso em quem não consegue. As pessoas que sofrem um AVC, um enfarte, idosos, crianças, jovens. Vidas que dependem de minutos. E a verdade dura é esta: ou a ambulância não chega a tempo, ou simplesmente não vem, porque não está disponível.”
A atriz demonstrou preocupação com o futuro do sistema de emergência, especialmente num momento em que foi anunciada uma reformulação do INEM que prevê alterações profundas, incluindo o fim das ambulâncias tal como existem atualmente.
“O sistema está a desmoronar”
Apesar das críticas, Rosa Bela fez questão de elogiar os profissionais de saúde, destacando que o problema reside na falta de meios e não no empenho de quem trabalha no setor.
A artista reforçou:
“E continuo a achar que o nosso sistema de saúde é incrível, feito de profissionais extraordinários que fazem muito com tão pouco. Mas está com falhas graves. Está a desmoronar. E nós estamos a vê-lo acontecer em silêncio, enquanto vidas ficam em risco. Isto é inadmissível. Estamos a falar de pessoas, de famílias, de histórias que podem mudar para sempre por falta de meios básicos. Nós merecemos melhor.”

