Rúben Aguiar reage à condenação: “Não tive o benefício da dúvida. Peço apenas transparência”, considerou, ontem.
Rúben Aguiar quebra o silêncio após condenação
Um dia depois de saber, em definitivo, que foi condenado a seis anos de prisão, o cantor Rúben Aguiar recorreu às redes sociais para reagir à decisão judicial. O artista madeirense, condenado por atropelamento de um homem após uma altercação, deixou um longo desabafo sobre o processo e o que considera ter sido uma injustiça.
“A realidade que eu vivi foi outra”
Na publicação, o intérprete de “Música do Gago” começou por lembrar casos semelhantes, onde os arguidos receberam penas suspensas, e deixou uma crítica à desigualdade na aplicação da justiça.
“Eu podia estar aqui a mostrar artigos de lei, decisões, jurisprudência, mas não vou perder mais tempo com isso. Dizem que a lei é igual para todos. Dizem que todos temos os mesmos direitos e deveres. Mas a realidade que eu vivi foi outra.”, escreveu o cantor.
“Não tive o benefício da dúvida”
De seguida, Rúben Aguiar explicou que, ao longo do processo, sentiu que não teve oportunidade de defender-se de forma justa.
“Eu não tive o benefício da dúvida. Não tive direito à reconstituição dos factos. Fiz dois recursos. Ambos recusados. E provas essenciais não foram consideradas.”, lamentou.
O cantor apontou ainda falhas na recolha e apresentação de provas, reforçando que o vídeo utilizado no julgamento não correspondia ao original.
“A câmara mais próxima do local do acidente, e de outro ângulo, não foi recolhida. Sem esse ângulo, não foi possível demonstrar a minha versão dos factos. O vídeo que foi apresentado não era o original, estava editado com partes tapadas.”, explicou.
“Não peço privilégios. Peço transparência”
Apesar das críticas, o músico garantiu que não procura desculpas nem pretende escapar às consequências da sentença.
“Não procuro desculpas, nem impunidade. Não peço privilégios. Peço transparência.”, concluiu.

