Rui Santos reage à morte de Clara Pinto Correia e deixa alerta duro sobre solidão dos mais velhos

Rui Santos reage à morte de Clara Pinto Correia e deixa alerta duro sobre solidão dos mais velhos, nas redes sociais.

Comentador da CNN recorda a autora e denuncia “forma perturbante” da sua partida

A morte de Clara Pinto Correia, encontrada sem vida na sua casa em Estremoz dias após o óbito, continua a gerar consternação e reflexão pública. Entre as vozes mais incisivas esteve a de Rui Santos, que transformou a homenagem à escritora e bióloga num forte alerta social.

Logo no início da sua mensagem, o comentador fez questão de destacar a dimensão humana e intelectual da autora. “Uma mulher de vários talentos, ligada a várias formas de cultura, que combateu sempre todo o tipo de estereótipos”, escreveu, recordando ainda os tempos em que recebia crónicas da escritora enviadas dos Estados Unidos para publicação no jornal A Bola.


“Coloca em causa a forma como (não) nos relacionamos”

Apesar da admiração evidenciada, Rui Santos centrou a sua reflexão nas circunstâncias da morte, que classificou como profundamente inquietantes. “Ver uma mulher partir sem que ninguém durante dias tivesse dado conta é algo que coloca em causa a forma como (não) nos relacionamos”, lamentou o jornalista.

Segundo o comentador, a situação deve servir como ponto de viragem na forma como a sociedade olha para o envelhecimento e para o isolamento crescente.

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Um apelo direto aos mais novos: “É um alerta”

Depois, Rui Santos reforçou que esta tragédia precisa de ser encarada como um aviso urgente. “É um alerta sobretudo para quem abandona ou não quer saber das pessoas que vão somando anos e aproximam-se da velhice”, escreveu, defendendo um maior sentido de vigilância, presença e responsabilidade para com os mais velhos.

O comentador sublinhou que o afastamento e a falta de acompanhamento não podem tornar-se norma numa sociedade que se quer humana.


“A pior coisa que um ser humano pode passar: a solidão”

Por fim, Rui Santos deixou uma despedida carregada de pesar e simbolismo, realçando a dureza da realidade que Clara Pinto Correia terá vivido nos seus últimos dias. “Que descanse em paz, depois de tantos martírios e de sofrer a pior coisa que um ser humano pode passar: a solidão.”

Veja a publicação AQUI.

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