Clara Pinto Correia viveu em Estremoz com apoio social, mas nunca deixou de escrever, segundo foi revelado.
Há cinco anos, Clara Pinto Correia mudou-se para Estremoz, no Alentejo, onde passou a viver de forma discreta. A escritora e bióloga partilhou essa fase da vida apenas com o cão Sebastião, um rafeiro alentejano que a acompanhava diariamente.
Mudança para o Alentejo marcou nova etapa
Antes de mais, a ida para Estremoz representou uma mudança profunda. Longe dos grandes centros, Clara Pinto Correia adotou um quotidiano mais reservado e afastado da exposição mediática.
Segundo avançou o Correio da Manhã, a escritora atravessava dificuldades financeiras significativas durante esse período.
Apoio social em fase delicada
Entretanto, de acordo com a mesma publicação, Clara Pinto Correia vivia com apoio social. As refeições eram asseguradas por uma instituição local, que as levava até sua casa.
Apesar do cenário difícil, a escritora manteve-se ativa no plano intelectual e criativo.
Escrita manteve-se presente até ao fim
Por outro lado, Clara Pinto Correia nunca abandonou a escrita. Tinha uma crónica regular no jornal digital Página Um e lançou o seu último livro em junho de 2024.
Assim, mesmo em contexto de fragilidade económica, continuou ligada à palavra escrita e à reflexão pública.
Dificuldades já tinham sido assumidas
Em entrevistas anteriores, a escritora já tinha falado abertamente sobre períodos de grande instabilidade. Numa conversa com a revista Sábado, descreveu uma fase particularmente dura.
“Fiquei sem pemprego, sem qualquer espécie de trabalho. Primeiro que começasse a receber o subsídio de desemprego foram quase dois anos”, confessou.
O futuro do cão Sebastião
Por fim, sabe-se que Sebastião, o cão que a acompanhava em Estremoz, já foi resgatado. Atualmente, encontra-se ao cuidado de um amigo da escritora.
Desta forma, ficam revelados novos detalhes sobre os últimos anos de vida de Clara Pinto Correia, marcados por dificuldades, resiliência e uma ligação constante à escrita.
