Helena Sacadura Cabral presta homenagem sentida ao pai de Clara Pinto Correia, através de um texto nas redes sociais.
Um testemunho pessoal que vai além do nome conhecido
Antes de mais, Helena Sacadura Cabral recorreu às redes sociais para partilhar um texto profundamente pessoal.
A autora esclarece que o foco não é Clara Pinto Correia, mas sim o pai da escritora.
Desde logo, começa por afirmar: “Não, não venho falar de Clara Pinto Correia.”
A reflexão centra-se no Professor José Pinto Correia, médico e amigo próximo da autora.
Um médico de referência e um amigo decisivo
Em seguida, Helena Sacadura Cabral destaca a dimensão humana e profissional do homenageado.
“Venho falar de um homem que era meu amigo, salvou a minha vida e era pai da Clara.”
Além disso, sublinha o impacto duradouro do seu percurso na medicina.
“Consensualmente aclamado como um dos maiores vultos da Gastroenterologia nacional e internacional.”
Segundo a autora, trata-se de uma figura impossível de apagar da memória coletiva.
“Deixou pegadas demasiado marcadas para que o tempo o consiga apagar.”
Uma amizade construída fora do consultório
Depois, Helena recorda o primeiro encontro entre ambos, ainda na juventude universitária.
“Conhecemo-nos numa reunião da então JUC – Juventude Universitária Católica.”
Com o tempo, a ligação ultrapassou a relação médico-paciente.
Havia, segundo descreve, espaço para humor, cumplicidade e partilha.
A família como reflexo de um amor equilibrado
Mais à frente, o texto ganha um tom intimista ao falar da família.
Helena revela que conheceu os pais antes das filhas, mas sentia a presença delas em tudo.
“Havia neles um amor repartido, treinado na partilha.”
Segundo escreve, não falavam de uma filha apenas, mas de um todo construído em conjunto.
A herança emocional deixada às filhas
Por fim, Helena Sacadura Cabral liga diretamente esse ambiente familiar a Clara e às irmãs.
“Clara vinha desse espaço cheio, onde ninguém cresce sozinho.”
O texto termina com uma imagem de equilíbrio e discrição.
“Um amor firme, silencioso, que não distingue para diminuir, mas que sustenta todas por igual.”
Assim, a autora presta uma homenagem que cruza amizade, gratidão e memória, deixando um retrato marcante de José Pinto Correia.
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