Rui Veloso enfrenta processo judicial de quase um milhão de euros por alegado incumprimento contratual

Rui Veloso enfrenta processo judicial de quase um milhão de euros por alegado incumprimento contratual, por Jorge Vadio.

Ação judicial está a ser julgada em Lisboa

Está a decorrer no Tribunal da Propriedade Intelectual um processo judicial de grande dimensão que envolve Rui Veloso.
A informação foi avançada pelo Correio da Manhã na edição deste sábado, 7 de fevereiro.

O músico Jorge Vadio exige uma indemnização total de 953 mil euros.
Em causa estão alegados incumprimentos contratuais e danos considerados irreversíveis na sua carreira.

Acusações apontam sabotagem da carreira

Segundo a ação judicial, Rui Veloso é acusado de ter “sabotado intencionalmente e de má-fé a carreira musical” de Jorge Vadio.
O processo refere falhas graves na edição discográfica, promoção e marcação de concertos.

O caso começou a ser julgado esta semana.
A relação profissional entre ambos remonta a 2004.

Promessas iniciais e expectativas frustradas

Na altura, Rui Veloso terá convencido Jorge Vadio a despedir-se da Câmara de Mafra.
O objetivo era assinar contrato com a editora Maria Records.

Contudo, de acordo com a ação citada pelo jornal, a realidade foi distinta.
No processo pode ler-se: “Contrariamente ao prometido (…) não houve a dita promoção da carreira do autor, nem a produção e lançamento de outros álbuns, nem pagamento de qualquer verba”.

Novo acordo verbal e novas garantias

Após um período afastado, Jorge Vadio tentou relançar a carreira por outras vias.
No entanto, em 2013, Rui Veloso terá retomado contactos.

Segundo a acusação, o cantor impediu o lançamento de um disco por outra editora.
Em troca, garantiu que “iria, pessoalmente, editar o álbum e outros (…) e que Jorge Vadio teria um caché de 5 mil a 6 mil euros por concerto”.

Para reforçar o compromisso, terá usado a expressão: “Estás a falar com o Rui Veloso!”.

Ruptura definitiva e empresa dissolvida

A situação agravou-se em setembro de 2022.
Rui Veloso informou Jorge Vadio de que a Maria Records deixava de o representar.

Segundo a acusação, foi omitido que a empresa tinha sido dissolvida administrativamente em 2014.
O processo sustenta que o músico usou “uma sociedade que já não existia para se desvincular pessoalmente de qualquer obrigação (…) denunciando assim, unilateralmente, o contrato”.

Testemunhos dividem o meio artístico

O julgamento prossegue no próximo dia 20.
Tem contado com depoimentos de várias figuras conhecidas da música portuguesa.

Do lado de Rui Veloso, testemunhou o produtor Manuel Moura dos Santos.
José Cid prestou declarações favoráveis a Jorge Vadio.

Atualmente, o músico reclama 903 mil euros por danos patrimoniais.
Somam-se ainda mais de 50 mil euros por danos morais.

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