Rui Veloso enfrenta pedido de indemnização de 953 mil euros em tribunal e há novos dados sobre o processo.
Audiência decorreu à porta fechada em Lisboa
A mais recente audiência do processo cível que opõe Jorge Vadio a Rui Veloso teve lugar na passada sexta-feira, dia 20, no Tribunal da Propriedade Intelectual.
Em causa está um pedido de indemnização no valor de 953.745 euros, relacionado com um alegado incumprimento contratual.
Apesar de o processo ser público, a sessão realizou-se sem assistência. As advogadas de ambas as partes solicitaram que a audiência decorresse à porta fechada, com o objetivo de proteger o depoimento da testemunha agendada. A juíza aceitou o pedido e os trabalhos prolongaram-se por cerca de hora e meia.
Jorge Vadio critica ausência do músico
À saída do tribunal, nenhum dos intervenientes prestou declarações. Ainda assim, Jorge Vadio acabou por manifestar desagrado junto da revista TV 7 Dias.
“Se ele considerou que este processo tinha pouca importância, não entendo porque é que não está cá hoje como aconteceu com as outras audiências”, afirmou.
Por sua vez, Rui Veloso foi contactado pela mesma publicação para esclarecer a ausência.
Segundo o músico, encontrava-se no Porto e, de acordo com a sua versão, “não era preciso” marcar presença na audiência.
Álbum “Rumo Oeste” no centro da disputa
O processo, iniciado em 2024, está ligado ao alegado incumprimento de um acordo entre as duas partes relativo ao álbum Rumo Oeste.
De acordo com os documentos do caso, em 2013 Rui Veloso terá convidado Jorge Vadio a tratar da nova edição do disco. O músico terá prometido respeitar os termos do contrato celebrado entre ambos em 2004.
No entanto, segundo o produtor, não foi celebrado um novo contrato escrito. O artista terá alegado que a agente de Jorge estava presente e poderia confirmar o que tinha sido acordado.
Ainda assim, Jorge Vadio sustenta que as promessas não foram cumpridas, motivo pelo qual avançou com a ação judicial.
Processo segue em deliberação
Neste momento, o caso encontra-se em fase de deliberação.
Assim, o diferendo entre duas figuras ligadas à música portuguesa continua a ser decidido em tribunal, com um valor indemnizatório próximo de um milhão de euros em causa.
