Sabores no Barro: Tão simples e grandioso em Beringel

Sabores no Barro: Tão simples e grandioso em Beringel, no dia de ontem, o primeiro deste edição, que se prolonga até dia 30.

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Diogo Nora

Ontem, Beringel foi palco de mais um dia inesquecível do Sabores no Barro, um evento onde a tradição, a gastronomia e o espírito comunitário se unem para criar momentos únicos.

Os aromas dos pratos típicos encheram o ar, trazendo à mesa os sabores genuínos do Alentejo. Cada refeição foi preparada com o carinho e o saber de quem mantém vivas as receitas de sempre. Mas mais do que a comida, foi o calor humano que fez a diferença.

Beringel soube, como sempre, bem receber, com mesas cheias de conversas e sorrisos, onde visitantes e locais se juntaram à volta de um copo de vinho e de histórias partilhadas. O espírito de comunidade esteve presente em cada detalhe, da dedicação dos voluntários ao talento dos artesãos que mostraram a beleza do barro moldado pelas mãos experientes.

E, claro, a música não faltou! O cante alentejano ecoou, trazendo consigo a alma desta terra. António Caixeiro presenteou o público com a força e a identidade do povo alentejano.

Foi um dia de encontros, sabores e tradições que fazem de Beringel um lugar especial. Que venham mais dias assim!

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O que tem Beringel?

Há terras que nos marcam pela paisagem, outras pelo sabor, e algumas pelo abraço que nos dão ao chegar. Beringel é tudo isso e mais.

Aqui, o tempo não se apressa, desliza devagar entre as ruas de cal branca e os campos dourados que se estendem até onde a vista alcança.

Beringel é terra de mestres do barro, mãos sábias que moldam a argila e dão forma a séculos de história. Cada peça nascida do fogo e do talento dos oleiros carrega um pedaço da alma alentejana, simples, resistente e bela.

Mas se há algo que define esta terra, é o seu espírito acolhedor. Aqui, cada mesa tem sempre lugar para mais um, cada brinde é um convite à amizade, e cada cante entoado ecoa no peito de quem o ouve. O vinho corre solto, o cheiro da comida feita com tempo envolve a praça, e a alegria de estar juntos transforma momentos simples em memórias eternas.

Beringel não se explica, sente-se. No sabor de um prato tradicional, no calor de um aperto de mão, na magia do barro moldado e na força das vozes que cantam o Alentejo.

Quem vem, guarda Beringel no coração. Quem parte, leva consigo o desejo de voltar.

Quanto a nós, por cá continuaremos até ao último dia do Sabores no Barro.

Nota: A equipa do Infocul agradece a disponibilidade e generosidade do presidente da Junta, Vítor Besugo, e de Rui Serrano, pela forma como acolheram a nossa equipa.

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Rui Lavrador
Rui Lavradorhttp://www.infocul.pt
Jornalista e Director Infocul.pt

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