Salvador Sobral confirma retirada de música do Spotify e reforça apelo ao boicote, através das suas redes sociais.
Depois de, em dezembro, ter manifestado publicamente a sua posição contra o Spotify, Salvador Sobral revelou que avançou com um pedido formal para remover a sua música da plataforma de streaming. O músico explicou que o álbum de estreia, Excuse Me (2016), já entrou no processo de retirada e garantiu que o mesmo irá acontecer com o restante catálogo.
Numa partilha feita através das redes sociais, Salvador Sobral afirmou de forma direta: “Em breve, os outros discos também vão sair”.
Email confirma processo de remoção
Na mesma publicação, o artista divulgou a mensagem recebida por parte do Spotify, que confirma a receção do pedido. No email, a plataforma informa: “Este email serve para confirmar que recebemos o seu pedido para cancelar ‘Excuse Me’”, acrescentando que a remoção poderá demorar até 30 dias a ficar concluída junto dos parceiros.
Apesar do anúncio, à data da partilha o álbum ainda surgia disponível na aplicação, situação que o próprio músico já antecipava devido aos prazos técnicos do processo.
Qobuz apontada como alternativa ética
Além da retirada, Salvador Sobral aproveitou o momento para recomendar outra plataforma de streaming. O cantor indicou a Qobuz como opção preferencial, defendendo que, na sua perspetiva, “é a mais ética de todas”, reforçando assim a coerência do seu posicionamento.
Contexto do apelo ao boicote
Este passo surge na sequência de uma publicação feita a 26 de dezembro, na qual Salvador Sobral partilhou um apelo internacional ao boicote ao Spotify, associado a um movimento de artistas catalães. Nessa mensagem, lia-se: “Não podemos permitir que a música seja cúmplice da guerra”.
O texto denunciava ainda que “o CEO do Spotify investiu quase 700 milhões de euros na Helsing, uma startup de armamento”, enquadrando o boicote como um protesto ético. A mensagem terminava com um apelo direto: “Seja artista ou ouvinte, boicote também”.
Um gesto com impacto simbólico
Com esta decisão, Salvador Sobral reforça uma posição já assumida publicamente, transformando o protesto num ato concreto. A retirada da sua música do Spotify surge, assim, como um gesto simbólico que alia música, ética e intervenção cívica, num debate que continua a dividir opiniões no meio artístico.

