Sara Barradas emociona-se ao recordar Manuela Maria: “É a melhor professora que tive na vida”, assinalou a actriz.
Atriz regressa ao passado no programa Bom Dia Alegria
Sara Barradas foi a convidada desta quarta-feira, 10 de dezembro, no Bom Dia Alegria, do canal V+, onde conversou com Zé Lopes e Merche Romero numa entrevista marcada pela nostalgia e pela admiração profunda por uma colega muito especial. Durante a conversa, a atriz revisitou a novela Remédio Santo, da TVI, onde interpretou a icónica “Santinha da Luz”.
No entanto, o destaque da entrevista acabou por recair sobre a ligação que criou com Manuela Maria, que na trama assumia o papel de sua avó.
“Guardo-a num cantinho muito especial do coração”
Visivelmente emocionada, Sara Barradas lembrou a importância da veterana, descrevendo-a como uma referência absoluta no seu percurso. “É a melhor professora, uma das pessoas que vou levar para a vida toda e que guardo num cantinho muito especial do coração”, afirmou.
A atriz revelou que trabalhar lado a lado com Manuela Maria foi uma experiência transformadora. “Foi uma formação no backstage. Estar ali a vê-la representar era uma formação diária”, destacou, sublinhando que aqueles 13 meses de gravações foram “um dos melhores presentes” que recebeu da vida e da TVI.
A admiração por uma “força da natureza”
Sara Barradas não poupou elogios à energia da colega, que tinha 76 anos na época das gravações. “Ela sabia os textos todos, os meus, os dela, os de toda a gente. Dominava aquilo tudo”, recordou, acrescentando que a dedicação da atriz era inspiradora: “Ela estava ali 12 horas a gravar, cinco dias por semana, com falas enormes.”
A jovem artista admitiu que, perante tal entrega, prometeu a si própria nunca mais se queixar do cansaço.
A pressão de interpretar uma figura mística
Durante a entrevista, Zé Lopes questionou Sara sobre o peso de interpretar uma personagem com contornos religiosos num país marcado pela tradição católica. A atriz confessou que o desafio foi grande. “Fazer uma personagem tão distante da minha realidade deu-me muito medo. Eu não sou [religiosa]. Tive de me entregar totalmente, porque tenho de acreditar para que os outros acreditem”, explicou.
Apesar da facilidade em decorar texto — “leio uma, duas vezes no máximo e decorei” —, Sara fez questão de frisar que o verdadeiro brilho de Manuela Maria não residia apenas na memória, mas na arte: “O talento dela não era decorar, era representar.”
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