Sara Correia na MEO Arena: A noite em que a miúda do bairro concretizou o sonho de subir ao palco na maior sala do país.
Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Diogo Nora
Na noite de ontem, a fadista Sara Correia subiu ao palco da MEO Arena para um momento inédito na sua carreira. Pela primeira vez, a cantora apresentou-se em nome próprio na maior sala de espetáculos do país, com um concerto que reuniu mais de 20 momentos musicais e vários convidados.

Ao longo da noite, a artista percorreu diferentes temas do seu repertório. O alinhamento incluiu fado, canções recentes e momentos partilhados com outros nomes da música portuguesa.
Ainda assim, destaque para o seu mais recente disco, intitulado ‘Tempestade‘.
Um alinhamento que percorreu várias fases da carreira
Desde logo, o concerto abriu com “Avisem Que Eu Cheguei” e “Eu Venho”.
Além disso, a primeira parte do espetáculo incluiu canções como “Porquê do Fado”, “Liberdade” e “Marias na Terra”. Estas músicas ajudaram a construir o percurso emocional da noite.

Por outro lado, o alinhamento apresentou também momentos mais intimistas. Entre eles destacaram-se “Sou a Casa”, “As Mãos do Meu Carinho” e “Agora o Tempo”.
Mais à frente, surgiram ainda “Tu Não Me Digas” e um momento instrumental, colocado a meio do espetáculo.

Nesse sentido, destacar os músicos que acompanharam Sara neste concerto, com destaque para o núcleo de cordas que deu um ar mais erudita à noite de consagração da “miúda do bairro”, como Sara se intitulou.
Convidados especiais em palco
Entretanto, o concerto contou também com participações especiais. Alguns dos convidados apareceram em temas específicos do alinhamento apresentado.
Assim, Carolina Deslandes juntou-se a Sara Correia para interpretar “Canto”.

Depois, outro momento de destaque aconteceu em “Que o Amor Te Salve nesta noite escura”, com Pedro Abrunhosa, trazendo mais uma colaboração ao palco.
Já na parte final do espetáculo, surgiu “Respirar”, com os Calema, acrescentando uma nova partilha musical à noite.

Da “Balada de Outono” a “Estranha Forma de Vida”
Entretanto, a segunda metade do concerto incluiu várias canções que reforçaram a dimensão emocional do espetáculo.
Entre elas estiveram “Balada de Outono”, aqui destacando-se Ângelo Freire, “Ódio”, “Nevoeiro” e “Era o Adeus”. Seguiu-se depois “Dizer Não”, antes da apotesose final.

Mais tarde, o público ouviu também “Chelas” e “Quero é Viver”, preparando o caminho para um dos momentos finais do alinhamento.
Assim, o concerto aproximou-se do fim com “Estranha Forma de Vida”, um dos temas incluídos na reta final da atuação.

Desta forma, a estreia de Sara Correia em nome próprio na MEO Arena ficou marcada por um concerto longo, colaborativo e construído em torno de um repertório que cruzou diferentes canções da artista.







