Sara Santos recorda perda da filha, pânico de voar e carreira na moda: “Não é vergonha procurar um psicólogo”, disse.
Sara Santos falou no “24 Minutos Com” sobre a perda da filha, a saúde mental, o medo de voar, a Primeira Companhia e o percurso na moda.
Sara Santos foi a mais recente convidada do programa 24 Minutos Com, conduzido por Sofia Leitão, e abriu várias páginas da sua vida.
A jornalista e antiga manequim falou sobre a carreira, a passagem pela Primeira Companhia, da TVI, e os momentos mais dolorosos do seu percurso pessoal.
Além disso, Sara Santos deixou uma mensagem clara sobre saúde mental, luto e necessidade de pedir ajuda.
Sara Santos fala sobre a perda da filha
Durante a entrevista, Sara Santos abordou a perda da filha e o impacto que essa tragédia teve na sua vida.
A jornalista admitiu que atravessou um período muito duro, marcado por sofrimento, acompanhamento clínico e tentativa de reconstrução emocional.
“Eu passei por uma depressão, passei por autodestruição, passei por raiva, passei por muita coisa, até tive o acompanhamento que necessitava, porque isso é mesmo preciso. É necessário”.
Depois, Sara Santos fez questão de alertar para o perigo de enfrentar o luto em silêncio. Para a antiga concorrente da Primeira Companhia, pedir ajuda não deve ser visto como fraqueza.
“Ao contrário do que muitas pessoas pensam. Só eu consigo seguir isto sozinha. Não consegues. Afundas-te ainda mais. E não é vergonha procurar um psicólogo, não é vergonha ter um psiquiatra”.
Atualmente, Sara Santos usa a sua experiência para tentar apoiar outras pessoas. Segundo explicou, recebe mensagens de pais e familiares que também vivem processos de perda.
“Quando tu partilhas aquilo que sentes, e se calhar tu dizes, ali há algo que se calhar eu posso tentar ajudar com aquilo que já vivi, faço a minha partilha, e acredito que ajuda”.
O medo de alturas na “Primeira Companhia”
A conversa passou também pela participação de Sara Santos na Primeira Companhia, da TVI.
Apesar do contexto militar do reality show, a jornalista explicou que o maior desafio não foi a disciplina, nem o cansaço. O obstáculo mais difícil foi o medo de alturas.
Sara Santos recordou o momento em que teve de descer uma torre e assumiu o pânico vivido naquele desafio.
“Subi, tive medo. A primeira vez eu não consegui mesmo descer aquilo. Já não conseguia subir, já não conseguia descer. Já chorava imenso. Depois subi e tive que me agachar, porque eu tremia por todo aquele canto”.
Ataque de pânico num voo entre Madrid e Lisboa
Além do medo de alturas, Sara Santos revelou que também viveu episódios graves relacionados com viagens de avião.
A antiga manequim recordou um voo entre Madrid e Lisboa, no qual entrou em pânico ainda durante a subida da aeronave.
“O avião ainda está a subir e eu começo aos gritos a dizer que íamos morrer todos, aquilo era um atentado terrorista”.
O episódio obrigou à intervenção das autoridades competentes na pista. Depois, Sara Santos foi avaliada e acabou por ficar sem voar durante dois anos.
“Fui levada para confiscar a minha mala, fizeram uns testes, e efetivamente chegaram à conclusão que eu tenho mesmo pânico de voar e que estava com pânico pós os atentados do 11 de Setembro. Fiquei dois anos sem andar de avião”.
Descoberta para a moda aos 12 anos
Sara Santos também revisitou o início da carreira na moda. A paixão começou cedo e continua presente na sua vida.
Durante a entrevista, a jornalista contou que o primeiro convite surgiu quando ainda era criança.
“Tinha 12 anos no meu primeiro convite na moda. Lembro-me, eu fui encontrada na rua, no shopping. O primeiro casting foi precisamente para um desfile”.
Mais tarde, o percurso levou-a até Nova Iorque e a vários trabalhos internacionais. No entanto, a antiga manequim também sentiu o peso da idade numa indústria exigente.
“Foi um choque muito grande. Eu fiz os 30 anos lá e disseram-me que com 30 anos já não”.
Sara Santos denuncia discriminação etária
Aos 42 anos, Sara Santos considera que ainda existe preconceito contra as mulheres à medida que envelhecem.
Ainda assim, reconhece que as redes sociais têm ajudado a mudar algumas mentalidades.
“Não há aquela discriminação que eu sinto muito e ainda sinto, etária. Uma discriminação etária. Ou seja, a mulher chega a uma idade e parece que para ali, acabou”.
Por fim, a jornalista sublinhou que continua ligada à moda por amor. Para Sara Santos, reinventar-se é também uma forma de provar que o talento não tem prazo.
“É uma questão de te reinventares e mostrares que continuas com o teu talento, que amas aquilo que fazes. Porque ao contrário do que muita gente pensa, eu faço mesmo por amor”.
Veja a entrevista completa AQUI.
