Sebastião Bugalho defende que Chega não deve ser marginalizado e elogia papel histórico do PS, pedindo cautela.
Sebastião Bugalho, eurodeputado do PSD, participou esta semana no programa Hora da Verdade, uma parceria entre a Renascença e o jornal Público. A entrevista focou-se na análise aos resultados das últimas eleições legislativas, e o político deixou várias considerações relevantes sobre o atual cenário partidário nacional.
Desde logo, o deputado da Coligação PPD/PSD.CDS-PP frisou a importância de respeitar o equilíbrio político resultante das urnas. “A AD não pode ignorar o facto de o Chega ter tido uma votação particularmente expressiva e ser a segunda força política”, sublinhou, referindo-se aos 60 deputados conquistados pelo partido liderado por André Ventura.
Além disso, Bugalho reforçou a necessidade de moderação no debate político, tanto à direita como à esquerda. “Não devemos achincalhar o PS. É um partido fundador da democracia. A social-democracia europeia faz parte dos sistemas políticos europeus e deve continuar a fazer parte deles”, declarou, sublinhando o papel essencial do Partido Socialista na consolidação do regime democrático.
Embora os resultados das eleições tenham dado 91 deputados à Coligação PPD/PSD.CDS-PP (contabilizando os eleitos pela Madeira), o novo Parlamento é marcado por uma fragmentação significativa. O PS obteve 58 deputados, e o Chega alcançou os 60, posicionando-se como a segunda força política.
Por outro lado, partidos de menor dimensão também garantiram representação. A Iniciativa Liberal conquistou nove lugares, o Livre seis e o PCP três. Já o Bloco de Esquerda, o PAN e o JPP elegeram, cada um, um deputado.





