Terça-feira, Junho 22, 2021

SIC contra-ataca Cristina Ferreira em tribunal

Promete durar, a luta em tribunal entre Cristina Ferreira e a SIC, num processo no qual a estação pede 20M de euros à apresentadora como indemnização à quebra contratual.

A SIC desmentiu, em tribunal, os argumentos usados pela comunicadora, que afirmou que durante os dois anos que esteve no canal foi sempre impedida de desempenhar o cargo de consultora, e tomar decisões relacionadas com a programação da estação.

Por entre os argumentos de Cristina Ferreira, está ainda o facto de que nunca teve uma palavra a dizer na escolha de conteúdos, feita exclusivamente por Daniel Oliveira.

A SIC responde, afirmando que “nunca lhe foram deferidas quaisquer funções de direção estratégica“, acrescentando que a apresentadora foi contratada “para o exercício das funções de consultoria executiva, as quais seriam exercidas ‘na dependência do diretor-geral de Entretenimento’, Daniel Oliveira“.

A SIC refere ainda que Cristina apenas iria participar na “definição da direção estratégica e programação da SIC, podendo ser consultada sobre os rostos da estação, os formatos e programas atuais e futuros da autora, as estreias, os eventos especiais organizados, as movimentações na concorrência e ainda sobre comunicações e audiências“.

Nunca foram prometidas ou acordadas quaisquer funções executivas ao nível de qualquer direção da autora” nem “alguma vez esteve em causa qualquer função de direção na estrutura” da estação.

Sobre o descontentamento de Cristina Ferreira sobre o cargo de consultora executiva, a SIC explica que a apresentadora “assumiu a cordenação editorial de todos os programas que apresentou (…) Para além de ‘O Programa da Cristina’, Cristina Ferreira escolheu livremente o outro formato que quis apresentar: O programa ‘Prémio de Sonho’“.

O canal garantiu ainda que Cristina foi consultada, frequentemente, quando tal lhe era soliticitado ou quando a apresentadora decidiu fazê-lo, sendo a sua opinião “sempre ouvida“.

Assim, a SIC vai contra a argumentação da apresentadora da TVI, afirmando que não é verdade que “tenha visto frustrados ou violados quaisquer direitos ou sequer meras expectativas cuja criação pudesse ser, de alguma forma, imputada à autora“.

Outro dos motivos para a contestação da apresentadora foi a elevada exposição que tinha no ‘Programa da Cristina’, com o formato a ser marcado pela exposição da vida íntima e vários aspetos do seu dia dia.

A SIC responde que “a Cristina era a principal coordenadora do mesmo, sendo a principal responsável pela gestão da equipa e de conteúdos, pelo controlo criativo (…) e formato do programa (…) pelo que o nível de exposição aí assumido por Cristina Ferreira foi por si querido e equacionado, devendo correr por conta das rés os riscos que estas identificaram“.

As chamadas de valor acrescentando são outro dos pontos em cima da mesa. Para chegar ao valor pedido de 20 milhões de indemnização, a SIC alega uma grave quebra publicitária, nomeadamente através das marcas ligadas ao programa de Cristina Ferreira, com chamadas de valor acrescentado, que bateram com a porta aquando da saída da estrela para a TVI.

Na sua contestação, a apresentadora garantiu, no entanto, que a culpa não lhe pode ser imputada, uma vez que sempre foi contra a realização das mesmas, pois considerava que “poluíam” o seu programa. Algo que, uma vez mais, a SIC refuta.

Ao contrário do que afirmam as rés, a existência de micro-espaços e IVRs (chamadas de valor acrescentado) são realidades que, desde início, sempre se encontraram previstas como elementos queridos e pretendidos pelas partes na execução do contrato. Pelo que não é verdade que tais realidades tenham resultado de qualquer alicimanento por parte da autora ou qualquer aliciamento por parte desta para que fossem incluídas no contexto de ‘O Programa da Cristina‘”.

A guerra promete durar.

Redacçãohttp://www.infocul.pt
Redacção oficial do site infocul.pt

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