“Só queria que me deixassem morrer”: Médico Gustavo Carona faz apelo comovente nas redes sociais

“Só queria que me deixassem morrer”: Médico Gustavo Carona faz apelo comovente nas redes sociais, ontem.

Ativista humanitário relata sofrimento extremo

Na noite de domingo, Gustavo Carona, médico conhecido pela sua atuação durante a pandemia de COVID-19 e pelas missões humanitárias em cenários de guerra, partilhou um desabafo profundamente comovente nas redes sociais. Atualmente afastado das funções clínicas devido a um problema de saúde incapacitante, revelou estar a atravessar um momento de sofrimento físico e emocional extremo.

“A sofrer, a sofrer, a sofrer de dores permanentes 24 horas por dia, sem feriados, fins-de-semana ou férias. Todos os dias a sofrer”, escreveu, começando o seu testemunho com um grito silencioso por ajuda.


“A minha vontade de não ser egoísta está a esvair-se”

No mesmo texto, Gustavo Carona partilhou o impacto psicológico da doença.
“A minha vontade de não ser egoísta está a esvair-se. A minha tolerância perante as maldades que me dizem estão a empurrar-me para um risco de suicídio que é como viver com uma lâmina muito afiada encostada à garganta, em que até o deglutir pode ser fatal”, confessou.


Solidão, incompreensão e pedidos de compreensão

Além da dor física, o médico revelou um sentimento crescente de solidão e falta de empatia.
“Cada vez mais só, cada vez mais triste, cada vez mais no fundo do poço. Cada vez respiro mais um esforço”, desabafou.

De seguida, expressou o desejo de descanso perante o sofrimento contínuo:
“Só queria que me deixassem morrer, porque já não aguento mais tanto sofrimento acumulado, tanta solidão e tanta incompreensão”, afirmou com franqueza.


“É cruel e a maldade humana asfixia-me”

Por fim, o médico denunciou o julgamento e críticas que tem recebido, mesmo estando doente.
“Já me culpam pelo que não consigo fazer por estar doente, num limite de exaustão, numa luta pela sobrevivência. E ainda me atiram pedras. É cruel e a maldade humana asfixia-me”, partilhou.

No fecho do texto, deixou um último apelo, carregado de dor e sinceridade:
“Tive 40 anos de sonho, de luta pelo que acredito, de trabalho, de paixão… Vivi inspirado. E agora não quero viver para sofrer. Será pedir muito?”

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