Tânia Laranjo brinca com carteira num direto: “Trinta anos de jornalismo”

Tânia Laranjo brinca com carteira num direto: “Trinta anos de jornalismo”, através das redes sociais, neste domingo.

Uma fotografia em trabalho levou a jornalista a escrever um texto bem-humorado sobre a pequena mala que levou para a emissão. Pelo meio, ironizou com quem procura parecer permanentemente ocupado.

Uma carteira pendurada ao ombro durante um direto deu a Tânia Laranjo o pretexto para rir de si própria. Este domingo, 11 de outubro, a jornalista partilhou no Facebook uma fotografia em trabalho e um texto em que cruzou o episódio com uma observação sobre as aparências no mundo profissional.

O acessório, explicou, era pequeno e servia para transportar pouco mais do que o telemóvel e os cartões. Ainda assim, ao rever a imagem, tornou-se o centro da sua atenção.

“Desta vez foi a carteira”

Antes de contar o episódio, Tânia Laranjo começou por ironizar com a diferença entre trabalhar e procurar transmitir uma imagem de constante ocupação:

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“Há pessoas que passam o dia a fingir que trabalham. Andam depressa, levam papéis na mão, fazem cara de quem não dorme há três dias e estão sempre a dizer que não têm tempo para nada. Depois vamos a ver e estão a responder a um email que receberam na terça-feira passada.”

A jornalista colocou-se depois no lado oposto dessa encenação, assumindo que há sempre algum pormenor que contraria uma imagem mais solene.

“Eu não tenho jeito para estas coisas. Sou jornalista, faço diretos, corro de um lado para o outro, mas há sempre qualquer coisa que me denuncia. Desta vez foi a carteira.”

“Como se eu tivesse saído de casa para ir comprar pão”

Na descrição da fotografia, Tânia Laranjo recorreu ao humor para explicar o que lhe chamou a atenção:

“Uma carteira minúscula. Daquelas que mal levam o telemóvel e os cartões. E lá estava ela, num direto, pendurada em mim, como se eu tivesse saído de casa para ir comprar pão e, por engano, tivesse ido parar à televisão.”

Sem atribuir o episódio a uma pressa inesperada ou a qualquer imprevisto, acrescentou:

“O pior é que ninguém me obrigou a levá-la. Não estava a fugir de ninguém, não tinha acabado de assaltar um banco. Simplesmente fui trabalhar com a carteira. Uma coisa que milhões de pessoas fazem sem que isso se transforme num problema de Estado.”

O trocadilho com a carteira profissional

O texto regressou depois à comparação inicial, desta vez para sublinhar a distância entre a imagem que algumas pessoas procuram construir e a naturalidade com que a própria apareceu em televisão.

“Mas eu olho para a fotografia e percebo que há pessoas que nasceram para parecer ocupadíssimas e outras que levam a carteira para o trabalho e acabam expostas. Trinta anos de jornalismo. E ainda não aprendi a sair de casa de mãos vazias.”

Tânia Laranjo encerrou a publicação com um trocadilho entre o acessório e o documento associado à profissão: “É o que temos. Há quem não tenha carteira profissional. Eu tenho carteira e faço questão de a mostrar.”

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