Tânia Laranjo reage à morte de bebé em Almada: «Há tragédias que nos obrigam a baixar a voz», afirmou a jornalista.
Tânia Laranjo reagiu à morte de Sofia, a bebé de 18 meses que terá ficado esquecida dentro de um automóvel em Almada.
Numa publicação partilhada nas redes sociais, a jornalista da CMTV refletiu sobre a dimensão da tragédia e o sofrimento vivido pela família da criança.
O caso será também abordado no «Doa a Quem Doer», espaço integrado no «Grande Jornal» da CMTV.
«Há notícias que nos partem por dentro»
Tânia Laranjo começou por admitir a dificuldade em aceitar uma notícia desta natureza. A jornalista recordou que Sofia saiu de casa para cumprir mais um dia habitual, mas nunca regressou.
“Há notícias que nos partem por dentro. Não porque sejam difíceis de entender, mas porque recusamos acreditar que possam ser verdade. A Sofia tinha menos de dois anos. Saiu de casa para mais um dia igual a tantos outros. E nunca mais voltou. Ficou esquecida dentro de um carro. Só esta frase já pesa demasiado.”
A jornalista centrou depois a reflexão nos últimos momentos da criança e na dor enfrentada pelos pais quando perceberam o que tinha acontecido.
Tânia Laranjo imagina o desespero dos pais
Sem encontrar palavras capazes de explicar a tragédia, Tânia Laranjo escreveu sobre a procura inevitável por uma razão que permita compreender o sucedido.
“É impossível não pensar nos últimos momentos daquela menina. É impossível não imaginar o desespero dos pais quando perceberam que o mundo lhes tinha caído em cima. Procuramos uma explicação, uma razão, qualquer coisa que alivie a revolta. Mas há dores que não cabem nas palavras.”
A publicação foi acompanhada por uma fotografia de Sofia a sorrir. Na continuação do texto, a jornalista rejeitou qualquer avaliação sobre a aparência de uma criança e destacou a inocência própria da idade.
«Tinha uma vida inteira pela frente»
Tânia Laranjo recordou os gestos simples que marcam a infância e sublinhou que Sofia tinha ainda toda uma vida por viver.
“Não há bebés feios. Há bebés que sorriem, que estendem os braços, que adormecem ao colo, que confiam sem fazer perguntas. A Sofia fazia tudo isso e ainda era linda. Tinha uma vida inteira pela frente.”
A jornalista descreveu depois o vazio deixado pela morte da bebé e o sofrimento com que a família terá agora de aprender a viver.
“Agora fica um quarto vazio, um silêncio insuportável e uma família condenada a sobreviver ao impossível.”
Caso será abordado no «Grande Jornal»
Na conclusão da publicação, Tânia Laranjo pediu contenção perante uma tragédia que ultrapassa qualquer explicação imediata.
“Há tragédias que nos obrigam a baixar a voz. Esta é uma delas.”
A jornalista revelou ainda que o caso estará em destaque no espaço que conduz na CMTV.
“Hoje, no Doa a quem doer, no Grande Jornal da CMTV.”
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Veja a publicação AQUI.
