Tânia Laranjo recorda a avó Paquita: “Uma herança que o tempo não leva”, afirmou nas redes sociais.
Tânia Laranjo assinalou esta sexta-feira, 4 de setembro, o aniversário da avó Paquita, que já morreu. A jornalista da CMTV partilhou um texto no qual recordou o percurso da avó espanhola e a influência que esta teve na sua vida.
Uma mulher “indomável”
Tânia Laranjo descreveu Paquita como uma mulher “indomável”, a quem atribui parte da sua própria “inquietação” e da “incapacidade de aceitar a vida tal como ela vem”.
Órfã de mãe em Espanha, Paquita casou em Portugal, mas acabaria por partir para Angola. Em 1975, voltou a mudar de vida e fixou-se em Aveiro, onde geriu uma das papelarias da cidade.
Foi nesse espaço que transmitiu à neta o interesse pelos livros, jornais e banda desenhada, elementos que acabariam por acompanhar o percurso profissional de Tânia Laranjo.
“A coragem de ser livre”
A herança deixada por Paquita não se ficou pelo gosto pela leitura. A jornalista destacou também os valores e a forma de enfrentar as mudanças que aprendeu com a avó.
Paquita ensinou-lhe “a coragem de ser livre. De partir. De recomeçar. De não ter medo de perder o chão quando era preciso procurar outro”.
Tânia Laranjo estabeleceu ainda uma ligação entre Paquita e Ilídia, avó da sua filha. A jornalista reconhece nas duas mulheres “a capacidade de amar de uma forma que não acaba quando acabam os dias”.
“A Paquita ficou em mim”
Na reflexão, Tânia Laranjo escreveu que há pessoas que “morrem”, enquanto outras “ficam” através da memória e da influência que exercem nas gerações seguintes.
Essa presença permanece “nos gestos, nas palavras, nos filhos, nos netos”, sublinhou.
A jornalista terminou a homenagem com uma mensagem dirigida às duas avós que continuam presentes na família:
“A Paquita ficou em mim. E a Ilídia ficou na minha filha. Duas avós. Dois amores. Uma herança que o tempo não leva.”
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