Tempestade Kristin deixa rasto de destruição em Leiria e Rita Ferro Rodrigues denuncia pressão sobre trabalhadores, nas redes sociais.
A tempestade Kristin atravessou Portugal na madrugada de quarta-feira, 28 de janeiro, com forte impacto na região Centro. As rajadas ultrapassaram os 140 quilómetros por hora.
Consequentemente, ficaram para trás estragos significativos, sobretudo em Leiria. Várias habitações sofreram danos e muitas famílias enfrentam dificuldades básicas.
Além disso, multiplicaram-se os pedidos de ajuda e as ações de solidariedade.
Figuras públicas mobilizam apoio
Entretanto, muitas pessoas deslocaram-se ao terreno para prestar auxílio direto. Nas redes sociais, várias figuras públicas passaram a divulgar mensagens de emergência.
Entre elas, Rita Ferro Rodrigues acompanhou de perto a situação. A apresentadora esteve no local e partilhou relatos que a deixaram alarmada.
“Indiferença” por parte de algumas entidades patronais
Por outro lado, Rita Ferro Rodrigues afirmou ter recebido testemunhos de trabalhadores que, apesar das perdas, estariam a ser pressionados a regressar ao trabalho.
Assim, decidiu expor uma troca de mensagens entre um patrão e um funcionário.
Na legenda da publicação, explicou:
“Umas das coisas que me impressionou muito ontem, em Leiria, foi exatamente isto. Pessoas que ficaram sem telhado, sem luz, sem electricidade, sem água , sem comida e sem a solidariedade dos seus patrões – e que me relataram que estão a ser pressionadas para ir trabalhar”
Apelo contra o “assédio”
Além disso, a apresentadora mostrou-se indignada com o que classificou como falta de empatia. O tom foi direto e crítico.
“Uma indiferença obscena e desumana. Não sejam estes patrões. E mais, denunciem estes patrões, caso estejam a ser alvo deste tipo de assédio. Não pode valer tudo. Não pode. A maioria dos exemplos, acredito, são o exacto contrário disto. Há muita gente boa e solidária. Envergonhem -se os que não são”
Dessa forma, incentivou trabalhadores a denunciarem situações semelhantes.
Medo de perder o emprego trava denúncias
Por fim, Rita sublinhou que muitas pessoas optam por não tornar os casos públicos. O receio de represálias pesa nas decisões.
“(…) As pessoas não tornam as denúncias públicas porque têm receio de perder os empregos. Não me atrevo a julgá-las”
Assim, entre a reconstrução no terreno e os apelos nas redes, a tempestade Kristin continua a expor fragilidades sociais para lá dos danos materiais.
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