
31 de Dezembro: 3 anos sem Joaquim Bastinhas, uma perda irreparável na cultura portuguesa, com claro destaque na tauromaquia.
Foi a 31 de Dezembro de 2018, pelas 18:30, que a notícia que menos se queria dar, acabou por ser redigida: Faleceu Joaquim Bastinhas.
Pese a perda física, Joaquim Bastinhas continua muito presente no sector tauromáquico e na cultura em geral.
Com um percurso ímpar, com uma capacidade de ir além da área tauromáquica, acabou por tocar o coração de todos os que consigo se cruzaram. E mesmo os que não tiveram esse privilégio, acabou por emocionar com o seu toureio.
Bastinhas era (é) alegria, raça e uma força de viver incomparável. Foi (é) único!
De nome de batismo Joaquim Manuel Carvalho Tenório, “Bastinhas” herdou o nome artístico do pai, Sebastião Tenório “Bastinhas”, cavaleiro amador que cedo o influenciou a seguir as suas pisadas. Aos treze anos já fazia apresentações no Campo Pequeno, começando a tourear, sobretudo em Espanha, na década seguinte.
Tirou a alternativa a 15 de Maio de 1983, em Évora, apadrinhado por José Mestre Baptista e tendo por testemunha João Moura.
E se em Portugal deixou marca, o seu percurso levou-o a actuar em países como Espanha, França, Venezuela, México, entre muitos outros.
Joaquim Bastinhas debateu-se nos últimos três anos de vida com problemas de saúde decorrentes de um grave acidente com uma máquina agrícola, na herdade da família, em Elvas, em que sofreu várias fraturas e uma rotura da bexiga.
Conseguiu ainda voltar a tourear, no Coliseu Figueirense e no Coliseu de Elvas.
Homem de fé, tem em Marcos Bastinhas um seguidor na arte equestre.
Nos dois anos seguintes, Marcos Bastinhas toureou sempre trajado de negro, em memória e luto pelo seu pai.
Joaquim Bastinhas nasceu a 8 de Março de 1956, em Elvas.
