Maria Ana Bobone no Santa Casa Alfama: “Uma viagem pelas ruas de Alfama e pela poesia do fado”, na tarde/noite de ontem.

Texto: Francisco Potier Dias
Fotografias: João de Sousa
Percorrendo mais um dia o Maior Festival de Fado do mundo, o nosso Santa Casa Alfama, foi momento de rumar pelas vielas de alfama para junto da Igreja de São Miguel.
Este que dos 12 palcos do Santa Casa Alfama, é sem dúvida o mais imponente e de uma beleza inigualável. Foi sob este cenário clerical que Maria Ana Bobone, cantou e encantou, num misto de fado canção e fado tradicional, o público que encheu, até não caber um alfinete, a igreja deste cantinho de Alfama.
Em termos artísticos desfolhou algum dos seus temas mais impactantes, como, ‘Nossa Sra. dos Remédios’, ‘Santus’, garantindo um equilíbrio e dinamismo na atuação de grande nota, aproveitando conjuntamente com os seus músicos a acústica impactante da igreja, facto que, encheu toda a atuação de um enorme semblante e sentimento, levando o público num silêncio profundo do início ao fim, mas a vibrar muitíssimo com a fadista.
Nota para a serenidade dada a cada fado, respeitando os músicos e sobretudo o público, cantando de verdade, com afinação e um sorriso na Cara, não é fadista quem quer, é fadista quem pode, mesmo que essa possibilidade venha de formação e muito trabalho e no caso desta Fadista isso corresponde a uma Licenciatura em Piano e Canto pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, isso até podia não bastar para ser fadista, mas o sangue fez o resto … Fadista da cabeça aos pés!
O fado é como o vinho, podem mudar as castas, os enólogos e até os tipos de vinho…, mas é arte e a arte gostemos mais ou menos do y e ómega, estando presente é de arrepiar e louvar!!
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