Granja: Novilhos de Júlio Justino permitiram aos cavaleiros terem um bom arranque de temporada

Granja: Novilhos de Júlio Justino permitiram aos cavaleiros terem um bom arranque de temporada, na tarde de ontem, 11 de Fevereiro.

Granja: Novilhos de Júlio Justino permitiram aos cavaleiros terem um bom arranque de temporada

Texto e Fotografias: Roberto Pingas Rodrigues

Ontem, 11 de Fevereiro, a localidade da Granja recebeu um festival taurino para arranque da temporada. Festival esse que já é habitual, ingressado nas festas em honra de S. Brás.

O festival foi de beneficência para obras de melhoramento da praça que foi apresentada pouco cuidada, inclusive com ervas no areal da arena.

Em praça actuaram Filipe Gonçalves, João Moura Caetano, Marcelo Mendes, o rejoneador Andrés Romero, João Salgueiro da Costa e a praticante Mara Pimenta, frente a novilhos/touros de Paulo Caetano (um) e Júlio Justino (cinco). As pegas ficaram a cargo de três grupos de forcados alentejanos: São Manços, Póvoa de São Miguel e Monsaraz.

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Abriu praça Filipe Gonçalves com uma prestação recheada de ferros, uns bons outros nem tanto. Começou com um percalço aquando da saída do touro, este não foi parado pelo bandarilheiro e, atrás do cavalo, investiu mas acabou por não afectar a brega do cavaleiro. Andou bem na ferragem comprida e na curta, com fortes chamadas ao píton contrário, esteve bem nos primeiros ferros, perdendo os tempos nos últimos ferros da lide. Fechou a lide com um ferro de palmo. Diogo Coutinho, pelos amadores de São Manços, consumou a pega à segunda tentativa.

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João Moura Caetano abriu a atuação montando o Ouro Negro, cravando dois ferros compridos de boa nota. Nos curtos iniciou a prestação montado no cavalo Ágora, com o ferro de Pablo Hermoso de Mendoza. Mudou ainda para o cavalo Gallo com o qual cravou dois ferros curtos bem desenhados. Com o desenrolar da lide, passou a haver mais toureiro do que novilho, mesmo assim o estilo templado não deixou de existir. João Cortes, pelos amadores da Póvoa, consumou à terceira tentativa.

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Em terceiro lugar actuou Marcelo Mendes que se apresentou com uma perna protegida. Usou única e exclusivamente um cavalo. O cavaleiro não começou da melhor maneira, cravando descaído o primeiro ferro comprido, mas no segundo redimiu-se. Marcelo deixou três bons ferros curtos de nota superior e encerrou com um ferro de palmo com uma boa execução técnica. David Ramalho, pelos amadores de Monsaraz, consumou ao primeiro intento, concretizando uma rija pega, aguentando os derrotes até o grupo fechar.

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A seguir ao intervalo entrou em praça Andrés Romero, rejoneador espanhol que actua várias vezes por terras portuguesas. A arte de rejoneio é uma arte diferente da portuguesa mas que as gentes de Granja gostaram de ver e aplaudir. Entre toques na montada e ferros cravados a cilhas passadas, o rejoneador levou para casa uma mão cheia de salvas de palmas do público, que até contestou a decisão do diretor ao não dar música ao actuante. Alexandre Ramitos, pelos amadores de São Manços, consumou à segunda tentativa.

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João Salgueiro da Costa começou a temporada ao mesmo nível com que encerrou a passada. Um toureio contagiante que nos prende a ele, querendo mais e mais daqueles ferros bem desenhados, dando primazia ao oponente, cravando a gosto, soltando olés da bancada. Encerrou com um ferro de violino. Novamente pelos amadores da Póvoa de São Miguel, Carlos Tristão consumou à terceira tentativa.

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Encerrou o festival, a praticante Mara Pimenta com bonitas dobras no centro da arena abrindo para os médios, sempre com o touro na cauda do cavalo. A cavaleira tem uma elegância na brega notável, bem como uma preparação notável mas algumas cravagens não resultaram em pleno. Mara tem raça e sangue jovem e conseguiu levar a melhor sobre o oponente. Gustavo Perdiz, estreante no grupo de Monsaraz, brindou ao público esta sua primeira pega e consumou à segunda tentativa. Volta autorizada também para o ganadeiro.

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Os novilhos/touros de Júlio Justino cumpriram em pleno o seu labor, enquanto o de Paulo Caetano deixou uma marca negativa não permitindo a João Moura Caetano romper com a sua atuação.

Festival dirigido por Domingos Jeremias, assessorado por Carlos Santana. No cornetim, Ricardo Fernandes marcou presença.

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