André Ventura regressou à campanha do Chega após internamento: “Houve quem me quisesse morto”, afirmou.
Apesar de ainda apresentar sinais de fragilidade, André Ventura não faltou ao comício do Chega, esta sexta-feira, em Lisboa. Com um cateter no braço direito, o presidente do partido subiu ao palco visivelmente debilitado, mas determinado em continuar a campanha.
“Foram três dias muito difíceis, mas é nestes momentos que nos levantamos e percebemos a força que temos para mudar este país”, declarou Ventura, perante os aplausos dos militantes. Ainda no mesmo discurso, não escondeu o esforço que fez para marcar presença: “Eu não conseguia não estar aqui hoje.”
O momento mais tenso da intervenção surgiu quando revelou: “Houve quem me quisesse morto.” A afirmação, carregada de emoção, foi seguida de um agradecimento sentido pelas mensagens e apoio que tem recebido nos últimos dias.
Recorde-se que André Ventura voltou a sentir-se mal na manhã de quinta-feira, 15 de maio, durante uma arruada do Chega em Odemira. Este episódio ocorreu apenas dois dias depois de uma indisposição semelhante, durante um jantar-comício em Tavira.
Às 22h35 do mesmo dia, teve alta do hospital de Setúbal. À saída, explicou o que se passou: “Sinto-me melhor, conseguimos fazer uma série de exames. Conseguiram tranquilizar-me muito em relação à parte cardíaca. Os médicos aconselharam-me a medicar-me e a parar um pouco.”
Sobre o diagnóstico, o líder partidário esclareceu: “Todo o diagnóstico que foi feito parece indicar que tenha sido um espasmo esofágico com ‘características agudas’ e agora terei que me tratar.”, declarou à CNN Portugal.
Assim, ainda abatido, André Ventura regressou à campanha do Chega após internamento: “Houve quem me quisesse morto”.
